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Collins destaca influência de 'Nico' e prevê jogo duro
06/10/2020 às 12h52

Collins enfrentará a compatriota Kenin nas quartas de final

Foto: WTA

Paris (França) - Por causa da chuva na capital francesa na segunda-feira, a última quadrifinalista de Roland Garros foi conhecida apenas nesta terça, quando a norte-americana Danielle Collins derrotou a tunisiana Ons Jabeur com parciais de 6/4, 4/6 e 6/4. Ela terá agora pela frente a compatriota Sofia Kenin, garantindo uma norte-americana já nas semifinais.

“Tivemos grandes jogos, ela vem de uma grande temporada e vem jogando muito bem aqui. Será mais uma batalha”, afirmou Collins, que nunca perdeu para próxima rival no circuito da WTA, vencendo os três embates entre elas até então, inclusive o último deles neste ano em Adelaide, às vésperas do título de Australian Open de Kenin.

Sem treinador na volta do circuito, Collins não passou da estreia nos torneios norte-americanos e então conseguiu acertar com um nome de peso antes de Roland Garros, contratando o espanhol Nicolas Almagro. Apesar do curto trabalho, ela garante que muito de sua campanha é resultado dessa parceria.

“Nico já tem grande impacto no meu tênis, ele entende por tudo o que passo dentro de quadra, pois já esteve nessa posição muitas vezes, com uma longa e vitoriosa carreira. Mesmo que estejamos trabalhando há pouco tempo, sinto que ele já conseguiu me ajudar, passando toda sua experiência. Isso teve um impacto muito positivo no meu jogo, sou muito grata a ele e espero que continuemos juntos por mais tempo”, observou

A norte-americana de 26 anos eximiu a organização de Roland Garros de culpa pelo adiamento de sua partida, sendo forçada a ter um dia a menos de descanso para a próxima rodada. “Não acho que o torneio poderia fazer algo diferente, infelizmente. Sei que fizeram de tudo para tentar nos colocar em quadra ontem, mas não deu por causa do clima”.

Questionada sobre o receio de jogar em Paris, onde as restrições têm crescido por causa de um aumento de contaminações pelo coronavírus, Collins não mediu palavras. “Acho isso uma questão frívola. Claro que estamos no meio de uma pandemia e a situação é séria, mas viemos aqui para jogar tênis e acho que é sobre isso que devemos falar. Não adianta nada fazer essa pergunta repetitivamente para todos os jogadores”, finalizou.

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