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Sem Finals, maioria da WTA encerra o ano em RG
02/10/2020 às 14h51

Johanna Konta, número 13 do mundo, só tem o Premier de Ostrava para jogar até o fim do ano

Foto: Paul Zimmer/ITF

Paris (França) - Em uma temporada muito atípica em razão da pandemia da Covid-19, a disputa de Roland Garros deverá encerrar o ano para a maioria das jogadoras na elite do circuito da WTA. Isso porque todos os torneios que seriam realizados na China, inclusive o Finals de Shenzhen, foram cancelados. Com isso, restam pouquíssimas opções no circuito e grande parte das atletas só deve voltar a jogar no ano que vem.

O único torneio depois de Roland Garros já com datas definidas é o Premier de Ostrava, na República Tcheca. A competição em quadras duras e cobertas será entre os dias 19 e 25 de outubro e terá uma chave fortíssima, com nomes como Karolina Pliskova, Elina Svitolina, Petra Kvitova, Sofia Kenin, Victoria Azarenka, Garbiñe Muguruza e Angelique Kerber. A última a entrar diretamente na chave foi a grega Maria Sakkari, número 24 do mundo.

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"Não temos para onde ir", disse Venus Williams, depois de sua eliminação na estreia em Roland Garros. Ex-número 1 do mundo, a veterana de 40 anos aparece atualmente apenas no 79º lugar do ranking mundial. Além desse evento na República Tcheca, dois torneios estão com datas em aberto, em Linz e Seul. A WTA tenta viabilizar essas competições.

No início da semana, surgiram rumores de que o Finals pudesse ser excepcionalmente transferido para outra cidade. Praga e até mesmo o Havaí foram cogitados, mas um comunicado da WTA obtido pelo jornal britânico The Times rechaça essa oportunidade. "O WTA Finals de Shenzhen não será realizado, como já foi informado, e não estamos discutindo nenhuma hipótese de trocar a sede do torneio. Esperamos voltar a Shenzhen em 2021".

Circuito masculino não foi tão afetado
Quem também falou ao The Times foi Johanna Konta, número 13 do mundo e integrante do conselho das jogadoras da WTA. Konta, de 29 anos, explica que o calendário feminino ficou bastante comprometido desde que a China decidiu cancelar todos os eventos esportivos até o fim do ano. Já no circuito da ATP, o cancelamento da perna asiática do calendário não teve impacto tão grande, uma vez que o calendário masculino prevê uma série de torneios na Europa no fim do ano. São oito ATPs, além do Master 1000 de Paris e o Finals em Londres.

"Obviamente, não estamos em uma posição tão afortunada quanto os homens em termos de torneios que eles têm à sua disposição", disse Konta. "Desde que a temporada asiática foi cancelada, ficamos em uma situação muito difícil, porque é onde nosso calendário se baseia a partir de setembro. Mesmo esse torneio de Ostrava era originalmente o de Zhengzhou, na China, que foi transferido por um ano".

"Mas no clima econômico atual, acho que seria muito difícil tentar salvar ainda mais torneios, transferindo-os da Ásia para a Europa. Os homens estão, obviamente, em uma situação muito melhor nesse sentido, porque eles já teriam, em sua temporada normal, um período de torneios baseados na Europa logo depois do US Open".

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