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Pliskova vê jogo duro contra inconstante Ostapenko
30/09/2020 às 07h51

Pliskova passou pela estreia com vitória de virada e agora desafiará a campeã de 2017

Foto: Philippe Montigny / FFT

Paris (França) - Um dos principais nomes da chave feminina, a tcheca Karolina Pliskova não teve moleza em sua estreia em Roland Garros e precisou buscar a virada para derrubar a egípcia Mayar Sherif. A cabeça de chave número 2 da competição não saiu de quadra feliz com seu desempenho, mas pelo menos viu o lado positivo e afirmou que tem espaço para evoluir.

“Foi um jogo muito difícil, ela estava inspirada e eu não joguei no meu nível. Tenho uma grande margem para melhorar e o importante hoje é que consegui vencer o jogo e ainda estou viva no torneio. Não vou dar desculpas, mas não estou a 100% e não creio que neste torneio haja qualquer tenista que o esteja. É muito difícil jogar nestas condições”, analisou a tcheca.

Na segunda rodada ela terá um páreo ainda mais duro pela frente contra a letã Jelena Ostapenko, campeã no saibro parisiense em 2017. “Nos enfrentamos várias vezes e todos foram jogos muito estranhos. Ela é uma menina com altos e baixos tremendos, com uma habilidade incrível de acertar bolas vencedoras, mas também comete muitos erros”, observou Pliskova.

“Vamos ver em que condições jogaremos e acredito que isso será importante para o confronto. Sei que precisarei jogar melhor do que hoje”, complementou a tcheca, que tem três vitórias em cinco jogos. Ela também levou a melhor na única vez que se cruzaram no saibro, dois anos atrás em Stuttgart.

Questionada sobre o quinto set longo em Roland Garros, Pliskova disse preferir a definição como foi feita no Australian Open deste ano. “Talvez meu estilo de jogo agressivo e arriscado se beneficiasse de uma resolução rápida, mas em um tiebreak tradicional há pouca margem e a sorte acaba sendo um fator. O que fazem na Austrália, um super-tiebreak de 10 é ótimo, porque nem tudo se resolve em alguns pontos”, finalizou.

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