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Médico do torneio explica por que Paire foi liberado
23/09/2020 às 15h40

Hamburgo (Alemanha) - Com a pandemia do coronavírus ainda bem longe de estar sob controle, chamou a atenção do circuito a declaração do francês Benoit Paire, que após ser eliminado na estreia no ATP 500 de Hamburgo, desistindo da partida no começo do segundo set, revelou ter testado positivo para o vírus e mesmo assim foi liberado para jogar.

O jornalista Jannik Schneider conversou com o médico do torneio, que explicou o porquê da liberação dada a Paire. “Há uma grande diferença entre o primeiro teste positivo e os demais. Depois de um teste positivo, qualquer um no mundo precisa ficar em quarentena de pelos menos 10 dias”, afirmou o Dr. Volker Carrero.

“Benoit Paire teve seu primeiro positivo no dia 28 de agosto e o seguinte também deu positivo. Então estamos falando de um novo teste feito 3 semanas depois. Sabemos que há uma porcentagem alta de pacientes que dão positivo ao serem testados 3 semanas depois, mas isso não quer dizer que estejam infectados!”, complementou o médico do torneio.

Ele ainda reforçou que o positivo do francês apenas quer dizer que ainda havia resíduo do vírus. “Na verdade, entre 5 e 10 dias após dar positivo, a pessoa já não está mais infectada. Benoit cumpriu quarentena de 10 dias em Nova York, jogou um torneio em Roma, onde testou negativo, e então voou para Hamburgo onde seu teste foi ‘notificável’”, disse Carrero.

Por fim, o médico explicou que tudo ocorreu de acordo com as regras sanitárias do departamento de Hamburgo, que definiu que pessoas que já deram positivo poderiam seguir jogando se um novo teste também desse positivo dadas as explicações já citadas. Coube ao torneio recomendar que Paire ficasse em seu quarto o tempo todo, saindo apenas para treinos e jogos.

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Suzana Silva