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Paire testa positivo, joga mesmo assim e abandona
23/09/2020 às 08h36

Hamburgo (Alemanha) - Os protocolos sanitários em relação ao coronavírus têm variado de torneio para torneio e deixando os tenistas confusos. Nesta quarta-feira o exemplo do francês Benoit Paire explicitou essa situação. Ele revelou que mesmo testando positivo pôde competir no ATP 500 de Hamburgo, mas as restrições impostas acabaram pagando o preço e ele desistiu do duelo com o norueguês Casper Ruud no começo do segundo set, quando perdia por 6/4 e 2/0.

Após a partida de primeira rodada, Paire tentou explicar a situação. “Testei positivo aqui em Hamburgo desde que cheguei e a única vez que deu negativo foi ontem, depois de dois positivos. As regras são diferentes aqui. Em Paris vi jogadores que testaram negativo não poderem jogar porque o treinador deu positivo. Aqui na Alemanha você pode jogar se der positivo”, contou o francês.

“Tenho que agradecer o torneio e o médico aqui em Hamburgo que me deixaram jogar. Claro que há algumas regras que não entendi muito bem. Fiquei dez dias isolado no quarto do hotel durante o US Open e aqui também. Podia treinar por uma hora e depois voltava ao quarto. É impossível fazer isso por muito tempo. Estava cansado e por isso tive que parar”, acrescentou o tenista de 31 anos.

Paire contou que o positivo nos testes realizados na Alemanha era uma possibilidade que já havia sido levantada por seus médicos na França, pois como foi infectado às vésperas do US Open, não podendo competir no torneio, ele ainda pode ter resquícios do vírus em seu corpo mesmo estando curado. Foi justamente isso que alegou o técnico do bósnio Damir Dzumhur ao disparar contra a organização de Roland Garros.

“Não entendo bem, tudo que sei é que depois do US Open eu testei negativo na França, negativo em Roma e então positivo aqui em Hamburgo. Isso é tudo que sei. Um médico na França me explicou que havia 50% de possibilidade de dar positivo aqui porque ainda tenho um resto de vírus”, observou o francês, que agora tenta se acertar para poder jogar na próxima semana.

“Já estou em contato com Roland Garros porque tenho que explicar a situação. As regras são diferentes aqui na Alemanha e acho que o torneio lida melhor com essa situação, mas na França é diferente. Se você tiver um positivo estará fora do torneio”, finalizou Paire, que corre risco de não disputar o Grand Slam parisiense.

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Suzana Silva