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Dzumhur e técnico denunciam RG por falso positivo
22/09/2020 às 13h42

Paris (França) - Aparentemente a organização de Roland Garros não tirou lições dos casos que marcaram a bolha de Nova York, principalmente quando o assunto são os testes dos atletas. Um dia antes de começar o quali, a organização informou que cinco tenistas precisaram ser retirados da disputa, explicando que dois jogadores testaram positivo e outros três tiveram contato com um técnico infectado.

Um dos excluídos do quali foi o bósnio Damir Dzumhur, impedido de competir por causa do treinador que testou positivo. Só que agora ele e o técnico Petar Popovic afirmam que se tratava de um falso positivo e que a organização do torneio francês não deu o braço para torcer. Segundo apurou o L'Equipe , tanto Damir como Petar denunciarão a Federação Francesa de Tênis pelo ocorrido.

“É um escândalo. Tenho certeza de que vamos vencer nos tribunais, mas isso dói muito", disse o tenista bósnio. “Damir foi desclassificado por um resultado inconclusivo ao qual fui submetido em um teste de PCR. Tive coronavírus há dois meses e meio e os médicos me disseram que às vezes podia sair um resultado na fronteira entre positivo e negativo porque eu criei anticorpos e às vezes eles podem levar a resultados estranhos”, explicou o treinador em entrevista ao Sportklub.

Indignado por seu jogador não ter tido chance, ele denuncia tratamento discriminatório. “Falaram que levariam algumas horas para tomar uma decisão e decidiram expulsar Damir sem nem mesmo fazer outro teste. Estou convencido de que não tenho o coronavírus e acho incrível que não tenham feito outro teste. Eles não deram a Damir a oportunidade de defender seus direitos e tenho certeza que não teriam agido assim se isso tivesse acontecido com Rafael Nadal” acrescentou Popovic.

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