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Djokovic é exigido, mas chega à 10ª final em Roma
20/09/2020 às 11h59

Sérvio tenta conquistar seu quinto título no Masters 1000 de Roma, o primeiro desde 2015

Foto: Peter Staples/ATP Tour

Roma (Itália) - Quatro vezes campeão do Masters 1000 de Roma, Novak Djokovic disputará sua décima final no saibro do Foro Itálico. O número 1 do mundo superou um bom teste neste domingo contra o jovem norueguês de 21 anos Casper Ruud, 34º do ranking, por 7/5 e 6/3 em 2h11 de partida.

Djokovic já venceu as edições de 2008, 2012, 2014 e 2015 em Roma. Das cinco finais que perdeu, três foram para Rafael Nadal, além de uma para Andy Murray e outra para Alexander Zverev. Vencedor de 80 torneios na ATP, o sérvio de 33 anos disputará a final de número 115 de sua carreira profissional. De quebra, ele tenta conquistar seu 36º Masters 1000, o que o faria ultrapassar Nadal nos títulos deste porte.

De quebra, o líder do ranking mundial tem a chance de ampliar em 400 pontos sua vantagem para o segundo colocado Rafael Nadal. Apesar de ATP ter modificado o cálculo da pontuação, considerando os 18 melhores resultados em 22 meses, entre março de 2019 e dezembro de 2020, o sérvio pode melhorar sua marca em relação ao ano passado. Vice-campeão em 2019, ele fez 600 pontos e pode agora ficar com 1.000. Já Nadal não perde os mil pontos do ano passado, mesmo caindo nas quartas este ano. 

Schwartzman e Shapovalov na outra semi
O adversário de Djokovic virá do confronto entre Denis Shapovalov e Diego Schwartzman. O líder do ranking venceu todos os cinco jogos que fez contra Shapovalov, canadense de 21 anos e 14º colocado. Seu histórico contra Schwartzman também é perfeito. São quatro vitórias contra o argentino de 28 anos e atual número 15 do mundo.

Superado por Djokovic neste domingo, Ruud está com o melhor ranking da carreira e conseguiu a melhor campanha de seu país em um Masters 1000. No início deste ano, ele foi o primeiro norueguês a vencer um torneio da ATP, no saibro de Buenos Aires. Seu pai, Christian Ruud, também foi jogador profissional e alcançou o 39º lugar do ranking mundial em 1995.

Sérvio começou atrás no placar, Ruud sacou para o set
O jogo começou melhor para Ruud, que confirmou rapidamente seus dois primeiros games de serviço. Além disso, o norueguês foi agressivo nas devoluções e conseguiu mandar cedo nos pontos para já conseguir uma quebra. Pouco depois, escapou de dois break points em um game com dez minutos. Naquele momento, o jovem jogador era também mais consistente que o atual líder do ranking nas disputas do fundo de quadra, contando com muitos erros não-forçados do tetracampeão.

Só então, Djokovic começou a correr menos riscos em seus games de saque, colocando mais primeiros serviços em quadra. O sérvio conseguiu devolver a quebra justamente quando Ruud sacava para fechar o set. No game seguinte, com o placar empatado por 5/5, Djokovic voltaria a ser ameaçado, mas salvou dois break points com aces e ainda contou com um forehand para fora de Ruud em outra chance de quebra. Os aces garantiram o game de serviço ao sérvio, que fechou o set na sequência. Djokovic terminou o set com nove aces contra apenas um de Ruud, liderou a estatística de winners por 20 a 14, e cometeu 15 erros, um a mais que o rival.

O segundo set teve alguns games longos no início, com Ruud salvando dois break points e Djokovic escapando de três oportunidades de quebra. Mas depois de ter o serviço seriamente ameaçado pelo rival, o número 1 do mundo ganhou confiança e venceu 12 pontos em 14 possíveis para fazer três games seguidos e abrir 5/2 no placar. Rudd até conseguiu salvar match points e confirmar seu último game de serviço, mas Djokovic definiu a partida logo na sequência. Djokovic liderou nos winners por 37 a 26 e cada jogador cometeu 19 erros. O sérvio terminou o jogo com 12 aces contra só dois do rival.

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Suzana Silva