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Djoko elogia alemão, mas admite queda do padrão
19/09/2020 às 16h19

Djokovic diz que irá estudar vídeos de Ruud, a quem nunca enfrentou no circuito

Foto: Arquivo

Roma (Itália) - Tudo parecia caminhar para uma vitória tranquila e rápida, mas por duas vezes Novak Djokovic deixou escapar liderança ampla no placar e acabou sendo obrigado a ir ao terceiro set contra o alemão Dominik Koepfer, número 97 do ranking e que vinha do qualificatório, antes de garantir a vaga em mais uma semifinal do Masters de Roma.

"Dominik merece créditos por ter lutado e se recuperado na partida, mas eu tenho de lamentar o fato de que me coloquei numa condição de disputar o terceiro set", admitiu o líder do ranking após a vitória por 6/3, 4/6 e 6/3. "Tinha um set e uma quebra à frente e tudo parecia caminhar bem, mas não soube finalizar como deveria".

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Nole fez elogios à atuação do adversário. "Ele tem um lançamento perfeito para o saque, então você precisa quase adivinhar onde a bola virá", avaliou o sérvio, tido como um dos maiores devolvedores de todos os tempos. "Quando está à vontade, ele joga mais dentro da quadra e começa a bater antes dos dois lados, além de se mover bem. Tem um jogo ideal para este tipo de quadra e suas vitórias na semana provam isso".

Depois de furar o qualificatório, com três partidas decididas no terceiro set, Koepfer salvou match-point contra o australiano Alex de Minaur na estreia e depois derrotou o top 10 Gael Monfils.

O número 1 sabe que precisa tomar cuidado diante do jovem norueguês Casper Ruud, que disputará sua primeira semifinal de nível Masters depois de um jogo apertadíssimo e virada em cima do italiano Matteo Berrettini, por 4/6, 6/3 e 7/6 (7-5). "O saibro definitivamente é a quadra predileta de Casper. É onde ele se sente mais confortável. Estamos na semi e tudo está aberto. Farei minha lição de casa para estar pronto".

Agora com 29 vitórias e uma derrota, este é o segundo melhor início de temporada na carreira de Djokovic, atrás somente das 30 vitórias seguidas que obteve em 2011 e já superior às 28 em 30 dos anos de 2015 e 2016. Vale lembrar que Djokovic perdeu a invencibilidade com a desclassificação ainda no final do primeiro set do US Open.

Sobre a raquete que quebrou no segundo set, logo após sofrer quebra de saque, o sérvio minimizou: "Não foi a primeira nem a última. Não quero fazer, mas às vezes acontece. É minha forma de reagir à frustração. Sei que não é a melhor mensagem que posso transmitir, mas tento cuidar disso no aspecto mental. Não sou perfeito, quero dar sempre o melhor de mim".

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Raquete novo
Suzana Silva