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Azarenka e Osaka duelam no sábado pelo 3º Slam
11/09/2020 às 20h18

Azarenka e Osaka poderiam ter se enfrentado há duas semanas na final de Cincinnati

Foto: Arquivo
por Mário Sérgio Cruz

O confronto que marcaria a final do WTA Premier de Cincinnati, disputado excepcionalmente em Nova York há duas semanas, acontecerá no US Open. Naomi Osaka e Victoria Azarenka se enfrentam a partir das 17h (de Brasília) deste sábado no Arthur Ashe Stadium.

Dois sábados atrás, Osaka não entrou em quadra para a final do torneio preparatório. A japonesa justificou sua ausência por uma lesão muscular na coxa esquerda. Ela estrearia no US Open dois dias mais tarde. O problema físico já a incomodava desde a estreia de Cincinnati e persistiu nas primeiras fases do Grand Slam norte-americano, mas ela tem dado sinais de recuperação nos três últimos jogos.

Duelo de invictas em Nova York
Tanto Osaka quanto Azarenka têm dois títulos de Grand Slam no currículo. A japonesa de 22 anos já venceu o US Open em 2018 e o Australian Open do ano seguinte. Azarenka está com 31 anos e é bicampeã em Melbourne em 2012 e 2013. Naqueles anos, ela também foi finalista do US Open, mas perdeu duas vezes para Serena Williams. A bielorrussa conseguiu a revanche contra Serena na última quinta-feira, vencendo a semifinal de virada.

As duas jogadoras defendem séries invictas nas três últimas semanas. São onze vitórias seguidas de Azarenka e dez consecutivas para Osaka. Elas já se enfrentaram três vezes. A bielorrussa venceu a primeira no Australian Open de 2016, mas perdeu no saibro de Roma em 2018 e também em Roland Garros no ano passado. 

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Prêmios, ranking e pontuação
A campeã do US Open vai receber 2 mil pontos no ranking e um prêmio de US$ 3 milhões. A vice ganhará 1.300 pontos e US$ 1,5 milhão. As duas finalistas são ex-líderes do ranking, Azarenka por 51 semanas e Osaka por 25 no total.

Atualmente, a japonesa é a número 9 do mundo e está subindo para o quarto lugar, podendo ser número 3 do mundo em caso de título. Já a bielorrussa é a 27ª colocada e está subindo para o 14º lugar. Se for campeã, ela será a número 11 do ranking.

Vika pode ser a quarta mãe campeã de Slam

Outra façanha para Azarenka seria conquistar o primeiro Grand Slam desde que se tornou mãe. Seu filho, Leo, nasceu em dezembro de 2016 e ela voltou a jogar no ano seguinte. Apenas três mulheres já conquistaram títulos de Grand Slam após a maternidade.

As primeiras foram as australianas Margaret Court e Evonne Goolagong, enquanto a mais recente foi a belga Kim Clijsters. Nos últimos anos, Serena Williams teve chances de fazer parte desse grupo, mas perdeu duas finais de Wimbledon e mais duas do US Open.

Japonesa promete protesto

Há também muita expectativa sobre o protesto que Naomi Osaka irá fazer antes da partida. Desde o torneio passado, a japonesa liderou uma série de manifestações contra o racismo e por justiça social nos Estados Unidos. Uma rodada de Cincinnati chegou a ser cancelada em apoio à causa. Atletas de diferentes modalidades do esporte norte-americano paralisaram competições em agosto após a repercussão do caso de Jacob Blake, homem de 29 anos que levou sete tiros pelas costas em uma abordagem policial. Ligas como a NBA e MLB também paralisaram atividades na época.

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Durante o US Open, Osaka preparou sete máscaras com os nomes de vítimas de violência policial ou de crimes de ódio. Casos de grande repercussão como os George Floyd e Breonna Taylor foram lembrados pela japonesa. Depois de vencer seu jogo contra Shelby Rogers nas quartas, Osaka recebeu mensagens de apoio dos familiares de dois homenageados por ela.

Técnico de Osaka já esteve do outro lado

 
 
 
 
 
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Last week of training in LA before ✈️ to NY

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Outra atração na final é o experiente técnico Wim Fissette, que começou a trabalhar com Osaka em dezembro do ano passado, durante a pré-temporada. O treinador é um dos mais vitoriosos do circuito feminino nos últimos anos e teve duas passagens ao lado de Azarenka. A primeira foi entre 2015 e 2016, saindo quando a bielorrussa fez a pausa na carreira durante a gravidez. A segunda passagem foi durante o ano passado.

Fissette liderou Kim Clijsters em três títulos de Grand Slam no momento em que a belga voltava ao circuito depois de ser mãe. Ele também esteve ao lado de Angelique Kerber quando a canhota alemã foi campeã de Wimbledon em 2018. O treinador também já atuou ao lado de nomes como Sabine Lisicki, Petra Kvitova, Garbiñe Muguruza e Johanna Konta.

Saque de Osaka tem feito a diferença
O desempenho de Osaka no saque tem sido fundamental nesta campanha no torneio. A japonesa sofreu apenas cinco quebras de serviço no torneio, sendo duas ainda na estreia contra a compatriota Misaki Doi. Osaka já disparou 35 aces no torneio e venceu 93% de seus games de serviço no US Open. Na semifinal contra Jennifer Brady, enfrentou apenas dois break points e sofreu uma quebra. Nas quartas, diante de Shelby Rogers, teve o serviço ameaçado e quebrado apenas uma vez. Já no confronto com Anett Kontaveit nas oitavas, sequer enfrentou break points.

Ainda assim, Osaka passou mais tempo em quadra que Azarenka no torneio. A japonesa jogou 15 sets, vencendo 12 e perdendo 3, com 10h26 em quadra. Já Azarenka cedeu apenas dois sets no US Open e passou 9h23 em quadra. A bielorrussa venceu 78% dos games de serviço. Nos break points, Azarenka criou 63 chances de quebra e aproveitou 31. Osaka quebrou 21 vezes em 59 oportunidades.

Confira o histórico de confrontos entre Azarenka e Osaka
2019 - Roland Garros (saibro) - Segunda rodada - Naomi Osaka, 4/6 7/5 6/3
2018 - Roma (saibro) - Primeira rodada - Naomi Osaka, 6/0 6/3
2016 - Australian Open (sintético) - Terceira rodada - Victoria Azarenka, 6/1 6/1

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