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Osaka: 'Aprendi muito com os altos e baixos que tive'
11/09/2020 às 11h39

Osaka venceu todos os Grand Slam em que passou das oitavas até então

Foto: Simon Bruty/USTA

Nova York (EUA) - Novamente finalista do US Open, a campeã do torneio em 2018 Naomi Osaka comemorou bastante sua terceira final de Grand Slam. Por pouco ela não viu a decisão de dois anos atrás se repetir enfrentando a norte-americana Serena Williams, que acabou superada pela bielorrussa Victoria Azarenka na semifinal. Mas para a japonesa a adversária não vai ser a única diferença em relação à sua última aparição na decisão em Flushing Meadows.

“Acho que desta vez a minha forma de pensar é muito diferente das anteriores, aprendi muito com os altos e baixos que sofri, não só nas finais que disputei, mas também durante a temporada normal. Quanto mais você envelhece, mais forte fica”, comentou Osaka, lembrando também da conquista do Australian Open de 2019, o outro título de Grand Slam que tem no currículo.

Questionada sobre o histórico de sempre acabar conquistando o título quando passa das oitavas de final em um Slam, a ex-número 1 do mundo preferiu minimizar o fato e mostrou que ainda tem mais um obstáculo para superar. “Não tenho muita certeza sobre essa estatística porque é apenas a terceira vez na minha carreira que chego tão longe”, afirmou o atual número 9 do mundo.

Sua próxima adversária será Azarenka, contra quem jogou três vezes, perdeu a primeira e venceu as duas últimas. “Eu a enfrentei uma vez em Roland Garros. Na verdade, joguei com ela outras duas vezes, mas a de Paris é a mais recente (2019), então é a que mais me lembro. Ela parece muito confiante em quadra e se move muito bem novamente”, comentou Osaka.

“Mas procuro não pensar em outros jogos imediatamente após conquistar uma vitória. É claro que será muito difícil enfrentá-la”, afirmou a cabeça de chave número 4, que também falou sobre a semifinal contra a norte-americana Jennifer Brady. “Foi uma partida de alta qualidade, senti que o nível da Jennifer não diminuiu em momento algum, independentemente da forma como joguei. Ela foi muito sólida ao longo de toda a jornada e sabia que teria poucas chances”, analisou.

Osaka ainda explicou que sua agressividade em quadra não é nada além de uma arma a mais que tem para usar. “Às vezes sinto que não tenho outra saída senão bater o mais forte que posso, porque minha adversária não vai me perdoar se eu não der meus 100%. Foi até um pouco divertido ver o alto nível que ela estava oferecendo”, encerrou a japonesa.

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