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Osaka vence semi de alto nível e volta à final em NY
10/09/2020 às 22h35

Com apenas 22 anos, a japonesa já vai disputar a terceira final de Grand Slam da carreira

Foto: Simon Bruty/USTA

Nova York (EUA) - A primeira semifinal da chave feminina do US Open foi disputada em alto nível de tênis e foi à altura do que Naomi Osaka e Jennifer Brady haviam mostrado nessas duas semanas e também ao longo da temporada. Campeã do torneio em 2018 e dona de dois Grand Slam, Osaka superou um ótimo teste nesta quinta-feira e conseguiu vencer com parciais de 7/6 (7-1), 3/6 e 6/3 em 2h08 de partida.

Esta foi 10ª vitória seguida para Osaka no circuito. E com apenas 22 anos, ela já disputará a terceira final de Grand Slam da carreira. No próximo sábado, às 17h (de Brasília), a atual número 9 do mundo estará de volta ao Arthur Ashe Stadium para enfrentar Serena Williams ou Victoria Azarenka.

Osaka lidera o histórico de confrontos contra Serena por 2 a 1, inclusive tendo vencido a final de 2018 em Nova York, mas Serena levou a melhor no duelo mais recente, em Toronto no ano passado. Contra Azarenka, a japonesa também ganha de 2 a 1. Elas poderiam ter se encontrado na final de Cincinnati há duas semanas, mas Osaka sequer entrou em quadra, por conta de uma lesão muscular na coxa esquerda.

Japonesa se recupera de lesão e fez novo protesto
O problema físico na coxa chegou a incomodar Osaka nas fases iniciais do torneio, especialmente na estreia contra a japonesa Misaki Doi e na terceira rodada contra a promessa ucraniana Marta Kostyuk. Mas desde então, a japonesa já exibia mais sinais de recuperação. Nas duas últimas rodadas, sequer foi perguntada sobre o assunto nas entrevistas coletivas.

Fora das quadras, Osaka mais uma vez fez um protesto contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos. Ela tem lembrado os nomes de várias vítimas e recebido o apoio das famílias. O homenageado desta quinta-feira foi Philando Castile, morto em julho de 2016 aos 32 anos em Falcon Heights, Minnesota. O carro que ele dirigia, acompanhado da esposa e filha de 4 anos, foi parado em uma blitz. Castile tinha porte de arma, legalmente registrada, mas foi baleado com sete tiros quando estava com as mãos ao alto. A esposa filmou ação do policial.

Brady não havia perdido sets no torneio
Superada por Osaka nesta quinta-feira, Brady fez o melhor resultado da carreira em um Grand Slam. A norte-americana de 25 anos e 41ª do ranking vive uma ótima temporada,  com seu primeiro título há três semanas em Lexington e vitórias sobre a número 1 do mundo Ashleigh Barty, além de ter vencido nomes como Elina Svitolina e Garbiñe Muguruza. Neste US Open, já venceu a ex-líder do ranking Angelique Kerber, e não havia perdido set.

Brady atuou no tênis universitário norte-americano, mas já está no circuito da WTA há alguns anos. Seu grande salto na carreira, aliás, veio em um caminho incomum para jogadoras de seu país. Ela foi treinar na Alemanha com Michael Geserer, ex-técnico de Julia Goerges, na pré-temporada e vem conseguindo grandes resultados. Após o US Open, será número 25 do mundo.

Jogo teve apenas duas quebras de serviço
A partida foi disputada com o teto fechado no Arthur Ashe Stadium, por conta da chuva, o que favorecia as sacadoras e seus potentes golpes do fundo de quadra. Assim como já havia acontecido nas partidas das oitavas e quartas de final, diante da estoniana Anett Kontaveit e da norte-americana Shelby Rogers, Osaka novamente sacou muito bem na partida desta quinta-feira. Entretanto, Brady oferecia muito mais resistência nas devoluções, atacando com muito mais peso de bola e até fez um winner de devolução contra a japonesa no primeiro set.

Osaka teve que salvar um break point e não teve chances de quebrar o saque da norte-americana no set inicial. Mas a ex-número 1 do mundo teve uma bela ajuda da rival no tiebreak, já que Brady errou três devoluções. Além disso, a japonesa teve muito mérito na construção de dois pontos um pouco mais longos no saque da adversária para vencer a parcial. Durante o 1º set, Brady tinha 15 a 11 em winners, mas cometeu 11 erros contra apenas 4 de Osaka. A japonesa também venceu 21 dos 22 pontos jogados com o primeiro serviço.

A perda do set inicial não abalou a confiança de Brady, que continuou sacando muito bem e batendo forte na bola do fundo de quadra durante o segundo set. De novo, a norte-americana não enfrentou break points e só perdeu cinco pontos em seus games de serviço. Bastou um game ruim de Osaka para que ela conseguisse a quebra e forçasse o set decisivo. Foi uma parcial de estatísticas equilibradas, com 8 winners e 5 erros para cada lado.

Logo no início do último set, Osaka já fez Brady encarar um game muito longo em seu serviço. Mas a primeira chance de quebra aconteceria dois games mais tarde, e ela prontamente aproveitou para fazer 3/1. A vantagem deixou a japonesa em situação mais cômoda no jogo e ainda mais agressiva nas devoluções. Quando vencia por 4/1 ela criou dois break points, mas Brady fez três aces no game e manteve o serviço. Sacando para o jogo, Osaka encarou um game duríssimo, com poucos primeiros serviços em quadra, mas conseguiu fechar o jogo.

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