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Osaka homenageia Floyd, vence e volta à semi
08/09/2020 às 21h39

Nova York (EUA) - Ampla favorita em seu confronto nas quartas de final do US Open, Naomi Osaka confirmou sua condição nesta terça-feira e garantiu seu lugar na semi. A ex-número 1 do mundo e campeã do torneio em 2018 superou a norte-americana Shelby Rogers, 93ª colocada, com parciais de 6/3 e 6/4. Osaka ainda não havia vencido Rogers no circuito, em três confrontos anteriores, embora esses duelos tenham acontecido entre 2013 e 2017.

Dona de dois títulos de Grand Slam, Osaka disputará apenas a terceira semifinal em competições deste porte e tenta manter seu perfeito aproveitamento. A japonesa de 22 anos e número 9 do mundo enfrentará a norte-americana Jennifer Brady, 41ª do ranking e que faz seu melhor resultado em Slam. Brady tem duas vitórias contra top 10 no ano, contra Ashleigh Barty e Elina Svitolina.

Ex-número 1 recupera três posições
A campanha até as quartas já rendia uma posição a mais para Naomi Osaka, que assumiria o oitavo lugar. Semifinalista, a japonesa volta à sexta posição. Se ela chegar à final do torneio, será a número 4 do mundo, podendo alcançar o terceiro lugar em caso de título. Ela liderou o ranking da WTA por 25 semanas no ano passado.

Rogers, por sua vez, salta para o 54º lugar e se aproxima de seu recorde pessoal, a 48ª posição, alcançada em janeiro de 2017. A norte-americana sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo em 2018 e chegou a ficar 13 meses sem jogar. Há três semanas, conseguiu uma grande vitória contra Serena Williams em Lexington. Já no US Open, eliminou Petra Kvitova.

Apoio a George Floyd antes do jogo

Como tem sido frequente nas últimas semanas, Osaka novamente fez um protesto contra o racismo e por justiça social nos Estados Unidos. Durante o US Open, ela entra e sai de quadra utilizando máscaras com os nomes de vítimas de violência policial ou crimes de ódio no país. Ela escolheu sete nomes diferentes para homenagear no torneio.

O escolhido desta terça-feira foi George Floyd, que morreu asfixiado por um policial branco durante uma abordagem em maio deste ano na cidade de Minneapolis. O caso de Floyd ganhou repercussão mundial e foi o estopim para uma onda de protestos contra o racismo nos Estados Unidos. A própria Naomi Osaka, que mora e treina na Flórida, chegou a participar de manifestações de rua.

Osaka sacou muito bem mais uma vez



Assim como já havia feito na partida das oitavas, diante de Anett Kontaveit, Osaka começou o jogo sacando muito bem, mas encontrava algumas dificuldades para devolver o saque de Rogers, algo que Serena já havia passado há três semanas. Mas bastou um game em que a norte-americana não colocou tantos primeiros serviços em quadra para que a japonesa pudesse mandar nos pontos desde as devoluções e conseguisse a quebra.

Vencendo por 4/2, Osaka teve um breve período de oscilação na partida e acabou permitindo a quebra de serviço depois de levar um winner de devolução. No início do game, ela foi advertida pelo árbtiro português Carlos Ramos por estourar o limite de 25 segundos para o saque. Mas no game seguinte, Osaka voltou a jogar muito bem, dando show na construção dos pontos, sabendo dosar o momento de agredir e bater reto na bola ou de tirar um pouco o peso. Assim, fez uma série de winners para retomar a vantagem e fechar o set.

A vantagem de Osaka ficou ainda maior no início do segundo set, com uma quebra logo de cara para abrir 3/1. Rogers tentava forçar bastante o saque. A norte-americana não enfrentaria mais break points, mas também não conseguia ameaçar o saque da japonesa. A ex-número 1 do mundo cedeu apenas três pontos em seus games de serviço no segundo set e consolidou a vitória. Osaka terminou o jogo com 7 aces, 24 winners e apenas 8 erros não-forçados.

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