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Número 1 e atual campeã, Barty não joga em RG
07/09/2020 às 21h48

Australiana já havia desistido do US Open pelo mesmo motivo e não perde pontos no ranking

Foto: Arquivo

Paris (França) - Líder do ranking mundial da WTA e atual campeã de Roland Garros, Ashleigh Barty não disputará o Grand Slam francês, que começa daqui a três semanas, em 27 de setembro. A australiana de 24 anos justificou sua ausência pelo risco de contaminação pelo coronavírus, em meio a um recente aumento de casos da Covid-19 na Europa, além de citar algumas restrições que ela teria para treinar em seu próprio país. Ela já havia desistido do US Open pelo mesmo motivo.

"Foi uma decisão difícil de tomar, mas infelizmente eu não vou competir na Europa este ano. A edição de Roland Garros do ano passado foi o torneio mais especial da minha carreira, então não foi fácil tomar essa decisão", disse Barty por meio de um comunicado oficial.

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"Existem duas razões para eu não jogar. A primeira é que a minha saúde ainda corre risco com a Covid. E a segunda é a minha preparação, que não foi a ideal, já que não posso treinar com o meu técnico por conta das restrições de viagens no meu estado na Austrália", acrescentou a jogadora que é treinada por Craig Tyzzer, eleito o melhor técnico do ano de 2019.

"Desejo a todas as jogadoras e à Federação Francesa de Tênis o melhor durante o torneio. Agora estou pensando em fazer uma longa pré-temporada e nos torneios da Austrália durante o verão", acrescenta a jovem australiana, que sonha conquistar um título de Slam em casa. Este ano, ela foi semifinalista.

 
 
 
 
 
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It has been a difficult decision to make but unfortunately I will not be competing in Europe this year. Last year’s French Open was the most special tournament of my career so this is not a decision I have made lightly. There are two reasons for my decision. The first is the health risks that still exist with Covid. The second is my preparation, which has not been ideal without my coach being able to train with me due to the state border closures in Australia. I wish the players and the French Federation all the best for a successful tournament. I now look forward to a long preseason and the summer in Australia. It has been a challenging year for everyone and although I am disappointed on a tennis front, the health and well-being of my family and my team will always be my priority. Thank you to my fans for your continued support, I can’t wait to play for you again.

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"Este foi um ano muito difícil para todos e embora eu esteja um pouco desapontada, pensando no tênis, a minha saúde e também a da minha família e da minha equipe são prioridade. Muito obrigada a todos os meus fãs por todo o apoio. Não posso esperar para competir diante de vocês de novo".

Australiana não vai perder pontos
Apesar de não defender o título em Paris, Barty não terá muito prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo da pontuação. Serão considerados os 16 melhores resultados de cada jogadora no intervalo de 22 meses, entre março de 2019 e dezembro de 2020. Na prática, isso isenta as tenistas de defender pontos. E assim, ela vai manter os 2 mil pontos conquistados no ano passado em Nova York.

Desde a desistência do US Open, Barty já sinalizava que talvez não pudesse competir também em Roland Garros. Ela já havia dito que não tinha certeza se jogaria em Paris e sequer estava inscrita para o Premier de Roma, que acontece na semana que vem. O nome da australiana, entretanto, aparecia na primeira lista de inscritas para o Grand Slam francês, divulgada na semana passada.

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Suzana Silva