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Carreño: 'Foi azar, mas você não pode fazer isso'
07/09/2020 às 08h55

Carreño se garantiu nas quartas após desclassificação de Djokovic e agora via pegar Shapovalov

Foto: Darren Carroll/USTA

Nova York (EUA) - Adversário do sérvio Novak Djokovic na polêmica partida que causou a desclassificação do número 1 do mundo do US Open, o espanhol Pablo Carreño falou sobre o ocorrido na entrevista coletiva depois de jogo. Ele contou como encarou toda a situação dentro de quadra, revelou não ter visto o lance no momento e lamentou o azar de ‘Nole’.

“É claro que acho que não foi intencional, não acho que nenhum de nós faça esse tipo de coisa de propósito. É apenas o momento. Eu quebrei seu saque e ele jogou a bola, acho que foi azar. Você não pode fazer isso, mas é claro que acho que Novak nunca, jamais, desejou atingir a juíza de linha. Regras são regras. O árbitro e o supervisor fazem a coisa certa, mas não é fácil de fazer”, disse Carreño.

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O espanhol contou que na hora da bolada estava olhando para outro lado e não viu o que acontecera. “Não vi o momento em que ele jogou a bola, estava olhando para o meu treinador, comemorando no intervalo. Quando me virei novamente, a juíza estava no chão. Sou uma pessoa muito preocupada com esse tipo de coisa, então fiquei um pouco em estado de choque”, afirmou o espanhol.

“Perguntei aos colombianos na plateia se a bola acertou a juíza e fiquei chocado. Não esperava uma situação assim jogando contra o Novak. Por isso, também foi um momento difícil para mim”, acrescentou o atual 27 do mundo, que tentou manter o foco durante todo o processo até o momento da desclassificação.

“Enquanto eles estavam conversando na rede, eu só tentei manter o foco para a possibilidade de continuarmos jogando. A certa altura perguntei ao árbitro: ‘O que acontece? Já foram 10 minutos ou 15 minutos. Estava ficando frio e tentava estar pronto para o caso de termos que continuar. Foi então que, finalmente, Novak apertou minha mão”, encerrou o tenista de 29 anos.

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