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Murray cobra evolução, mas sai positivo do US Open
04/09/2020 às 10h33

Murray foi superado pelo cabeça de chave 15 Aliassime logo na segunda rodada

Foto: Darren Carroll/USTA

Nova York (EUA) - Não durou muito a campanha do britânico Andy Murray no US Open deste ano, com uma derrota na segunda rodada do torneio diante do canadense Felix Auger-Aliassime. Apesar da frustração da eliminação, o ex-número 1 do mundo deixará as quadras de Flushing Meadows com sensações divididas. Ao mesmo temo que cobra uma evolução própria para o futuro, ele fica satisfeito com o desempenho que teve.

“Eu diria que, mesmo depois desta noite, estou mais confiante sobre o que poderei fazer nos Grand Slams do que antes de vir para cá. Isso porque vocês não sabem como eu estava me sentindo apenas alguns meses atrás”, afirmou o escocês, que não conseguiu tirar um set sequer de Aliassime no duelo da última quinta-feira.

Murray sabe que não terá moleza pela frente, mas acredita que possa se aproximar de seus melhores momentos no circuito se continuar trabalhando duro. “Já era difícil quando eu tinha dois quadris normais. Vai ser difícil, mas vou continuar tentando. Por que não deveria tentar o meu melhor para fazer isso? “, indagou.

“Sinto que estou de volta à estaca zero, sem jogar campeonatos há alguns anos. Preciso reconstruir meu condicionamento físico para poder encarar uma sequência de partidas de cinco sets. Isso leva um pouco de tempo, infelizmente”, complementou o britânico.

A diferença do ritmo de jogo para o dos treinos foi um fator destacado pelo escocês, que ficou nove meses sem competir. “Você pode treinar o quanto quiser com seu técnico ou com juvenis, mas jogando contra caras que estão servindo a 215, 225 km/h e batendo a bola muito forte lá de trás da quadra, seu tempo de bola precisa estar muito bem ajustado. Portanto, quanto mais fico exposto a duelos com os melhores será melhor para mim”, analisou.

Mesmo com a derrota na segunda rodada do US Open, o britânico sai otimista para o futuro. “Joguei algumas partidas difíceis no torneio de Cincinnati e certamente tive uma partida muito difícil aqui, e meu quadril direito estava bom. Isso é muito, muito positivo. Há outras coisas que precisam melhorar, mas eu diria que estou mais otimista agora do que era há alguns meses, com certeza”, encerrou Murray.

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