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Melzer critica Djokovic e a criação de novo sindicato
03/09/2020 às 09h24

Nova York (EUA) - Ex-top 10 de simples agora dedicado exclusivamente às duplas, o austríaco Jurgen Melzer foi mais um que se mostrou bastante descontente com a criação de uma associação de jogadores paralela à ATP encabeçada pelo sérvio Novak Djokovic. Em entrevista à APA, ele questionou a decisão tomada pelo número 1 do mundo em conjunto com o canadense Vasek Pospisil e o norte-americano John Isner.

“Eu realmente não entendi qual é o objetivo final até agora. Termos uma melhor representação dos jogadores é muito bom, mas se você não pode fazer isso de dentro da ATP, como você quer então criar de fora? "indagou Melzer. “Não sei que influência eles têm. As perguntas que fizemos não foram respondidas. O que me irrita é que planejaram tudo à parte do Conselho. Tudo ocorreu nos bastidores e isso não é bom para mim”, completou.

O austríaco ainda contou como foi afetado com o positivo do francês Benoit Paire, uma vez que seu parceiro, o também francês Edouard Roger-Vasselin é um dos 11 monitorados pela USTA. “Três dias atrás, Paire deu positivo e Edouard me chamou durante a noite, disse que ele tinha que ficar em isolamento e não sabiam se tínhamos permissão para jogar ou não”, começou a falar Melzer.

“No dia seguinte, na hora do almoço, novas diretrizes surgiram sobre o que eles deveriam fazer para poder jogar. Isso significava serem testados todos os dias, tinham que ficar em seus quartos e receberam um quarto no Estádio Louis Armstrong, onde eles podem comer”, acrescentou o austríaco, que enfrentará os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah na estreia.

Além de atrapalhar o dia a dia em Nova York, o isolamento do parceiro francês pode também causar reflexos nos planos para as semanas seguintes. “Se perdermos cedo, Edouard terá que ficar em quarentena. Aparentemente, ainda é o caso de 14 dias de quarentena. Isso significaria que não poderíamos jogar em Kitzbuhel e Roma estaria em perigo”, finalizou Melzer.

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