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Mannarino conta como é viver 'na bolha da bolha'
01/09/2020 às 15h52

Mannarino foi um dos jogadores que precisaram cumprir isolamento mais rígido após ter contato com Paire

Foto: Rhea Nall/USTA

Nova York (EUA) - Além de todos os protocolos de segurança do US Open, a organização do torneio impôs um isolamento ainda mais rígido para os onze tenistas que tiveram contato com Benoit Paire, diagnosticado com a Covid-19 dentro do ambiente controlado em Nova York. Para continuar no torneio, os atletas que estiveram com Paire assinaram um novo termo de responsabilidade e vivem uma espécie de "bolha da bolha", como relata o francês Adrian Mannarino.

Nós temos uma pessoa nos acompanhando o tempo todo no estádio. Não estamos autorizados a ficar andando pelo complexo. Precisamos ficar em um lugar reservado", disse Mannarino, em entrevista coletiva após a vitória na estreia sobre o italiano Lorenzo Sonego por 6/1, 6/4, 2/6 e 6/3.

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"O torneio me cedeu uma suíte, como a dos cabeças de chave e eu preciso ficar lá. Não sou autorizado a ficar na varanda, assistindo aos jogos, por exemplo. Tenho que ficar lá dentro e de máscara. O meu treinador também não pode sair", acrescentou o canhoto de 32 anos e 39º do ranking.

"Não podemos usar os elevadores, por exemplo, porque poderíamos ter contato com outros jogadores. Então, precisamos subir pelas escadas o tempo inteiro, seja para ficar na minha suíte aqui no torneio ou no quarto do hotel, que fica no sétimo andar. São muitas escadas", explicou o francês, que enfrentará o norte-americano Jack Sock na segunda rodada.

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Mannarino conta que o rígido isolamento também é seguido no hotel do torneio. "Quando eu chego ao hotel, preciso entrar pela porta dos fundos e subir pelas escadas de emergência até o quarto. Não sou autorizado a ter contato com ninguém. Usamos um transporte especial também. Não somos autorizados a sair do quarto, então nós precisamos pedir comida e alguém deixa na porta. Basicamente, não estamos em contato com ninguém. Se a gente precisar pedir comida aqui no torneio, alguém deixa na porta para da suíte para nós".

A estrutura montada em Nova York tem sido criticada pelos tenistas. Paire, que foi retirado da chave depois de ter sido diagnosticado com a Covid-19, disse que a bolha é falsa. Já o norte-americano Noah Rubin, 224º do ranking, conta que o projeto não é uma bolha perfeita, já que o hotel não está reservado apenas para os tenistas e que alguns funcionários do torneio podem voltar para suas casas.

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