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'Quero aumentar a conscientização', afirma Osaka
01/09/2020 às 09h32

Nova York (EUA) - Apesar da pouca idade, a japonesa Naomi Osaka tem despontado como uma das líderes da nova geração no tênis, principalmente quando se trata de questões sociais. Na semana passada, ela foi a responsável pela paralisação do torneio de Cincinnati e o cancelamento de toda a rodada de quinta-feira em um protesto contra o racismo, após a repercussão do caso do homem de 29 anos Jacob Blake que foi baleado pelas costas sete vezes por um policial branco durante uma abordagem em Kenosha, no estado do Wisconsin.

Em sua estreia no US Open, a campeã de 2018 entrou com uma máscara homenageando Breonna Taylor, morta a tiros por policiais de Louisville em março de 2020. “Só quero aumentar a conscientização. Sei que o tênis é um esporte que se vê em todo o mundo e talvez haja alguém que ainda não conheça a história de Breonna Taylor. Talvez quando as pessoas me virem, achem interessante e resolvam pesquisar no Google ou algo semelhante. Para mim, o objetivo é disseminar essa consciência e sinto que quanto mais pessoas conhecem a história, mais pessoas se interessam por ela”, afirmou Osaka.

A japonesa também analisou o duelo equilibrado que teve com a compatriota Misaki Doi. “A coisa mais importante que eu queria trazer para este torneio era a sensação de calma. Sempre é mais complicado quando enfrenta jogadores que você sabe que podem subir de nível. Esse tipo de rival muitas vezes sente que não tem nada a perder e foi exatamente o que aconteceu no segundo set. É verdade também que não joguei tão bem como no primeiro, mas depois no terceiro me recuperei bastante bem”, comentou ex-número 1 do mundo.

“Fisicamente sinto que poderia estar melhor, mas não posso reclamar porque ganhei o jogo”, acrescentou Osaka, comentando sobre a lesão na perna esquerda que a tirou da final de Cincy. “É verdade que foi piorando um pouco durante a partida, como se eu ainda precisasse de um tempo de recuperação, mas estava ansiosa para voltar. Sinto que cada Grand Slam que jogo é uma história diferente, é apenas uma questão de evolução e vamos ver o que acontece”.

Na próxima rodada ela enfrentará a italiana Camila Giorgi, uma adversária que revelou gostar de enfrentar. "Sinto que é muito mais divertido encarar alguém que também tem a capacidade de ter o jogo nas mãos, em vez de precisar tomar a iniciativa do ponto o tempo todo. Definitivamente, acho que será um duelo muito legal, embora seja estranho pelo fato de não haver público. Somos ambas jogadoras muito concentradas, ela faz tudo muito rapidamente. Vai ser interessante”, encerrou.

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