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US Open monitora 11 tenistas por contato com Paire
31/08/2020 às 16h51

A francesa Kristina Mladenovic diz que não sabia se poderia jogar nesta segunda-feira

Foto: Frank Franklin/AP

Nova York (EUA) - Logo no primeiro dia de disputas do US Open, a organização do evento já tem que lidar com os desdobramentos do caso positivo para Covid-19 do francês Benoit Paire. Um dia depois de o jornal francês L'Equipe divulgar que outros quatro jogadores franceses haviam sido isolados, novas informações apontam que são onze os tenistas monitorados após contato próximo com Paire. A situação já forçou um pronunciamento da diretora do torneio, Stacey Allaster, que garantiu que esses jogadores vão continuar na chave.

"É importante dizer que todos os protocolos médicos e de segurança aprovados pelo estado foram implementados pela equipe médica do US Open. Estamos fazendo tudo exatamente da maneira como gostaríamos. Todo mundo está em segurança", disse Allaster, em entrevista ao Tennis Channel.

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"O rastreamento de contatos foi executado. E a decisão tomada é que essas pessoas continuam na competição, com base na ciência médica e em todos esses fatos", acrescentou a dirigente. O caso de Paire é o segundo na bolha do tênis em Nova York, já que o preparador físico Juan Manuel Galván testou positivo durante o Masters 1000 de Cincinnati. Na ocasião, o argentino Guido Pella e o boliviano Hugo Dellien foram excluídos do evento. "Obviamente, com mais de 350 pessoas nessa bolha, nós esperávamos que teríamos algum teste positivo. Tivemos apenas dois".

'Bolha não é perfeita', diz Rubin
O norte-americano Noah Rubin, 224º do ranking e convidado para a chave de duplas do US Open, falou no domingo à noite ao podcast Behind The Racquet sobre a situação. "Pelo que eu sei, são onze pessoas monitoradas, todos tenistas, das chaves masculina e feminina. Acho que são predominantemente homens, mas não tenho 100% de certeza", disse o jogador 24 anos. "Eles tiveram que assinar um novo protocolo, com novos documentos, com alguns ajustes em relação aos documentos que nós assinamos. Então, eles não vão ter acesso a algumas áreas do complexo, mas podem continuar jogando e usando as quadras de treino, por exemplo".

Rubin ainda criticou a estrutura da bolha em Nova York, alegando que alguns funcionários da equipe operacional do torneio podem voltar para suas casas. "Todos nós sabemos que não é uma bolha perfeita. O hotel não está fechado, não tem só tenistas ali. Os únicos funcionários do torneio que estão aqui são os que trabalham nos vestiários e mais alguns outros. Sabemos que os motoristas de ônibus, vans e outros que estão trabalhando no complexo estão voltando para suas casas. Então, por que eu tenho que ficar no hotel? Por que essa bolha? É uma questão política".

Jornal teve acesso ao documento
Já na manhã desta segunda-feira, o jornal New York Times teve acesso ao documento assinado pelos jogadores e divulgou mais detalhes. Segundo a publicação, o termo exige que os tenistas se submetam a testes diários de coronavírus. Também limita estritamente seus movimentos e comportamento dentro do ambiente do torneio e do hotel, com restrições ainda maiores do que aquelas já impostas a todos os jogadores.

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Os jogadores que assinaram o novo documento devem permanecer em seus quartos no hotel, a menos que estejam a caminho do Billie Jean King National Tennis Center e não têm mais acesso às áreas comuns. Visitantes não são permitidos em seus quartos. O acesso aos vestiários e refeitórios também está proibido e esse grupo de jogadores agora será obrigado a usar áreas separadas de condicionamento físico, treinamento e aquecimento, apenas com hora marcada.

Mladenovic revela fazer parte do grupo

Uma jogadora que já confirmou estar nessa situação é Kristina Mladenovic. A francesa de 27 anos e 44ª do ranking deu detalhes sobre o caso logo após a vitória na primeira rodada, contra a convidada norte-americana de 18 anos Hayley Baptiste. "Foi um jogo muito emocionante, com muitas coisas acontecendo. Não tenho certeza do que posso ou não dizer", disse após vencer por 7/5 e 6/2.

"Recebemos más notícias há alguns dias e, desde então, foi um pesadelo para mim. Não tinha a certeza se conseguiria jogar aqui. Já fui expulsa da bolha e estou numa espécie de 'bolha da bolha', então estou muito grata por estar na quadra hoje", acrescentou a cabeça 30 do torneio, que enfrentará a russa de 20 anos Varvara Gracheva na segunda rodada.

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