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Osaka diz que lesão já a incomodava desde a estreia
30/08/2020 às 12h13

Nova York (EUA) - Depois de não entrar em quadra para a final do WTA Premier de Cincinnati, Naomi Osaka explicou na entrevista coletiva que a lesão no tendão da coxa esquerda já a incomodava desde a estreia contra Karolina Muchova. Ela ainda explica que o problema físico ficou mais intenso na semifinal contra Elise Mertens na última sexta-feira. Por isso, a melhor opção para ela foi tentar ter mais tempo de recuperação antes do US Open.

"Eu senti o tendão depois do jogo de estreia e normalmente é porque eu fico cansada, ainda mais porque fiquei seis meses sem jogar nenhuma partida", disse Osaka, que não participou de exibições durante o período de paralisação do circuito. "Então, para mim, parecia uma coisa normal".

"Mas na última partida que eu joguei, eu tive um game de serviço muito longo no segundo set e depois as coisas começaram a piorar. No tiebreak, a dor ficou ainda mais forte. Eu diria que aquele momento foi decisivo, porque foi quando começou a ficar pior", comenta a japonesa, que fez um jogo de 2h01 contra Mertens na semifinal e venceu por 6/2 e 7/6 (7-2). Com a desistência, o título ficou com Victoria Azarenka.

"Disputar jogos é muito mais intenso do que treinar ou fazer sets de treino. Acho que é diferente porque você fica mais nervosa e músculos ficam mais tensos", disse a japonesa, que venceu quatro jogos na semana. "Honestamente, estou um pouco estressada, mas ao mesmo tempo tenho que focar que eu fiz a escolha de estar aqui. Então, eu não deveria estar estressada com isso e deveria apenas estar feliz em estar jogando. É nisso que estou tentando pensar".

Osaka agora tenta se recuperar tempo para sua estreia no US Open, que já acontece na segunda-feira à noite contra a japonesa Misaki Doi. "É claro que eu nunca quero perder na primeiro rodada, e nem quero ter esse pensamento na minha cabeça, mas sei que é uma possibilidade. Então, só vou pensar em fazer o melhor que puder. E estou tentando me dar a oportunidade de ter tempo suficiente".

A jovem jogadora de 22 anos também trouxe para o meio do tênis os protestos contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos. As manifestações começaram pelos atletas da NBA e seguiram por outras ligas esportivas norte-americanas. Ela conseguiu, junto com a organização do torneio e a WTA, paralisar a competição por um dia como forma de protesto.

"Sinto que aprendi muito, dentro e fora da quadra, nesta semana. Então, acho que estou muito feliz com a forma como administrei tudo isso e como ainda fui capaz de me concentrar no tênis dutante os jogos".

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