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Federer e Murray não aderem à associação paralela
29/08/2020 às 17h24

Murray diz que ficaria mais empolgado com a ideia se as mulheres também fossem consultadas

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Depois de Rafael Nadal se posicionar de forma contrária à criação de uma associação de jogadores paralela à ATP, Roger Federer e Andy Murray também disseram que não vão fazer parte do grupo. As conversas sobre a criação de uma nova entidade ganharam força nos últimos dias, por conta da insatisfação de alguns jogadores com a liderança atual da ATP, sob o comando do italiano Andrea Gaudenzi.

A nova entidade deverá se chamar Professional Tennis Players Association (PTPA), e vai cuidar exclusivamente dos interesses dos jogadores. A ideia é agregar os 500 melhores de simples e os 200 melhores de duplas no ranking. O número 1 do mundo e presidente do Conselho dos jogadores, Novak Djokovic é um dos líderes do movimento, ao lado de nomes como Vasek Pospisil e John Isner. Os três vão sair do Conselho da ATP, cumprindo o que foi determinado pela direção da entidade.

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Murray foi perguntado sobre o assunto durante a entrevista coletiva prévia ao US Open, realizada neste sábado em Nova York. O britânico, que historicamente defende oportunidades iguais para homens e mulheres no tênis, justifica sua posição pelo fato de as jogadoras da WTA não terem sido incluídas nas discussões.

"Então, não vou assinar hoje. Não sou totalmente contra um sindicato de jogadores ou uma associação de jogadores, mas há alguns pontos a discutir e um deles é que eu acho que a administração atual deve ter algum tempo para implementar sua visão. Se isso vai funcionar ou não, potencialmente me influenciaria no futuro quanto ao caminho que eu deveria seguir", disse o britânico durante a videoconferência com jornalistas.

"Além disso, tem o fato de que as mulheres não estão fazendo parte disso. Eu sinto que isso enviaria uma mensagem significativamente muito mais poderosa se a as jogadoras da WTA estivessem a bordo também. E esse não é o caso atualmente. Se essas coisas mudarem no futuro, é algo que eu certamente consideraria", acrescentou o ex-número 1 do mundo.

Já Roger Federer deu coro aos comentários de Nadal, uma vez que os dois são parceiros no Conselho dos Jogadores. "Concordo com o que o Nadal disse. Estes são tempos incertos e desafiadores, mas acredito que é fundamental para nós permanecermos unidos como jogadores e como esporte, para pavimentar o melhor caminho a seguir", escreveu o suíço em seu perfil no Twitter.

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