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Djokovic vira o jogo e conquista 35º Masters e 80º ATP
29/08/2020 às 16h16

Sérvio vinha de uma semifinal muito longa e conseguiu mais uma vitória de virada

Foto: WS Open/Divulgação

Nova York (EUA) - Mesmo depois de ter disputado uma semifinal com 3h de duração na última sexta-feira e de sofrer com alguns problemas físicos ao longo da semana, especialmente no pescoço, Novak Djokovic conquistou o título do Masters 1000 de Cincinnati. O número 1 do mundo superou de virada o canadense Milos Raonic, com parciais de 1/6, 6/3 e 6/4 em 2h00 de partida.

Este é o título de número 80 da carreira de Djokovic e o 35º Masters 1000. Ele agora divide com Rafael Nadal o recorde entre os jogadores com mais conquistas em torneios deste porte. Campeão nas quadras de Cincinnati em 2018, ele já venceu todos os Masters 1000 do circuito e amplia o seu feito ao se tornar o único tenista a ter ao menos dois troféus em cada um dos nove Masters ativos.

Além disso, Djokovic segue invicto na temporada. O sérvio de 33 anos venceu os 23 primeiros jogos que disputou em 2020, com direito aos títulos da ATP Cup, do Australian Open e do ATP 500 de Dubai. Sua próxima meta é o US Open, onde buscará seu 18º título de Grand Slam. O número 1 do mundo já estreia na próxima segunda-feira contra o bósnio Damir Dzumhur. Raonic, por sua vez, joga na terça contra o argentino Leonardo Mayer.

Aos 29 anos, Raonic deixa escapar a chance de vencer o maior título da carreira. O canadense disputou uma final de Masters 1000 pela quarta vez. Ele também não conseguiu sua primeira vitória contra Djokovic, que agora lidera o confronto direto entre eles por 11 a 0. Com histórico recente de lesões nas costas, joelho direito, punho esquerdo e quadril, o ex-número 3 do mundo aparece atualmente apenas no 30º lugar do ranking mundial. Os 600 pontos conquistados deverão recolocá-lo no top 20.

Torneio foi transferido para NY e sérvio atua nos bastidores
Este ano, os torneios de Cincinnati tiveram mudança de data e local. O torneio foi transferido para Nova York e disputado uma semana antes do US Open. A ideia foi reduzir os deslocamentos e reduzir a exposição dos tenistas ao coronavírus. A temporada da ATP ficou paralisada por cinco meses devido à pandemia da Covid-19, doença que até o próprio Djokovic pegou.

Fora das quadras, Djokovic também está envolvido em uma questão importante nas últimas semanas. O sérvio, que também é presidente do Conselho dos Jogadores, é um dos líderes do movimento de atletas insatisfeitos com a atual liderança da ATP, sob o comando do italiano Andrea Gaudenzi, e tenta criar uma associação de jogadores paralela.

Início de partida foi complicado para o sérvio
Mesmo com o teto fechado na Louis Armstrong, que poderia tornar o jogo mais rápido e favorecer os sacadores, a partida começou com alguns games longos e Djokovic teve que escapar de um break point logo em seu primeiro game de serviço. Raonic foi o primeiro a quebrar e dominou o set inicial. O canadense disparou dois aces e oito winners na parcial, além de não ter o serviço ameaçado e ceder só seis pontos em seus games de saque.

Depois de fazer quatro duplas-faltas e colocar apenas 47% de primeiros serviços em quadra no set inicial, Djokovic conseguiu estabilizar o saque e não enfrentou break points. Ao mesmo tempo, começou a retornar mais o serviço de Raonic, o que tirou o canadense da zona de conforto e o levou a errar mais. Assim, o número 1 do mundo conseguiu a quebra no sexto game do set e conseguiu empatar a partida. Djokovic terminou o set com seis winners e três erros não-forçados.

O set decisivo começou melhor para Raonic, que conseguiu uma quebra logo de cara e fez 2/0, mas Djokovic buscou o empate de imediato, vencendo oito pontos em nove possíveis. A situação ficou ainda melhor para o sérvio, que conseguiu mais uma quebra de serviço e passou à frente no placar. O número 1 do mundo chegou a vencer quatro games seguidos para não perder mais o controle da partida. Coube, no máximo, a Raonic ter um break point quando o rival sacava para o jogo. 

Raonic liderou a estatística de winners por 26 a 12, mas também cometeu 25 erros não-forçados contra 15 de Djokovic. O jogo só teve três pontos com mais de nove trocas de bola, com 2 a 1 para o sérvio. O atual número 1 do mundo também levou a melhor nos pontos entre cinco e nove trocas, por 23 a 17. Já o canadense liderou nos pontos mais curtos, por 56 a 47.

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Suzana Silva