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Djokovic, Pospisil e Isner vão sair do Conselho da ATP
29/08/2020 às 13h31

Número 1 do mundo, Djokovic é também o presidente do Conselho dos Jogadores

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Depois de o presidente da ATP, o italiano Andrea Gaudenzi, afirmar que os integrantes do Conselho dos Jogadores que estivessem insatisfeitos com a liderança atual da entidade deveriam deixar seus cargos, as primeiras baixas já foram anunciadas. O canadense Vasek Pospisil, um dos líderes do movimento que visa a criação de uma entidade paralela, já formalizou sua saída e deverá ser acompanhado por Novak Djokovic, número 1 do mundo e presidente do Conselho, e também por John Isner.

"Depois de dois anos, estou me retitando do Conselho dos Jogadores da ATP como representante dos jogadores entre o 51º e o 100º lugar do ranking", escreveu Pospisil no Twitter. "Está claro que o Conselho dos Jogadores, com a atual estrutura da ATP, é muito difícil e quase impossível ter um impacto significativo nas decisões do circuito".

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"Tenho orgulho de dizer que sempre lutei pelo que eu acredito, sem comprometer a minha integridade. Minha única missão no Conselho era a de representar os meus pares e fiz isso com orgulho. Estou saindo com a cabeça erguida", acrescentou o jogador de 30 anos e 92º do ranking.

Na última sexta-feira, Gaudenzi emitiu um breve comunicado à imprensa sobre o assunto. "Embora respeitemos que todos os jogadores tenham direito às suas próprias opiniões, não acreditamos que seja do melhor interesse para eles ou para o circuito que uma associação paralela coexista com a ATP. Pedimos a todos os jogadores que estão avançando neste assunto enquanto ocupam posições eleitas no Conselho de Jogadores da ATP que deixem suas posições".

Segundo a reportagem do jornal New York Times, a nova entidade já tem nome de Professional Tennis Players Association (PTPA), ou Associação de Jogadores de Tênis Profissionais, e vai cuidar exclusivamente dos interesses dos jogadores. A ideia é agregar os 500 melhores de simples e os 200 melhores de duplas no ranking.

Aqui cabe também uma explicação a respeito do nome da ATP, cuja sigla é constantemente traduzida de forma equivocada para o português como se fosse "Associação dos Tenistas Profissionais", sendo que a maneira mais precisa seria "Associação dos Profissionais do Tênis", já que a entidade também engloba os interesses de outras categorias ligadas ao circuito e de organizadores dos torneios, que eventualmente entram em rota de colisão com os atletas. Fundada há 30 anos, a ATP representa jogadores e torneios de forma conjunta e os dois lados têm assentos nas mesas de discussões.

"O objetivo da PTPA não é substituir a ATP, mas fornecer aos jogadores uma estrutura de autogoverno que seja independente da ATP, que responda diretamente às necessidades e preocupações dos jogadores-membros", diz a nota enitidade pelo grupo de jogadores ao jornal nova-iorquino.

Ainda segundo a publicação, Djokovic e Isner renunciaram a seus cargos por estarem frustrados com a falta de influência nas decisões a respeito do circuito masculino. Três fontes teriam confirmado a informação sob condição de anonimato porque as saídas ainda não foram divulgadas oficialmente.

A estrutura atual do Conselho ainda conta com o vice-presidente Kevin Anderson, além de Roger Federer, Rafael Nadal, Sam Querrey, Yen-Hsun Lu, Jurgen Melzer e o brasileiro Bruno Soares, como um dos representantes dos duplistas.

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