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'Jogo mudou desde quando fui nº 1', diz Azarenka
28/08/2020 às 21h45

Aos 31 anos, Azarenka aparece apenas no 59º lugar do ranking mundial

Foto: WS Open/Divulgação

Nova York (EUA) - Finalista do WTA Premier de Cincinnati, Victoria Azarenka acredita que o tênis mudou muito em comparação com a época em que foi número 1 do mundo. A bielorrussa liderou o ranking por 51 semanas, entre 2012 e 2013, período em que conquistou seus dois títulos de Grand Slam, ambos no Australian Open. Hoje com 31 anos, e mãe do pequeno Leo, ela aparece no 59º lugar do ranking e pode voltar ao top 30 se for campeã.

"Eu sinto que o jogo chegou a um outro nível físico. Em termos de força, acho que muitas meninas tem mais potência nos golpes, e acho que a maior diferença aparece nas primeiras rodadas", disse Azarenka, que venceu a semifinal desta sexta-feira contra a número 15 do mundo Johanna Konta por 4/6, 6/4 e 6/1.

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"Não tem mais jogo fácil e às vezes você não sabe o que esperar, porque em termos de consistência eu sinto que há altos e baixos. Mas o nível, quando muitas jogadoras estão em alta, é muito elevado em termos de potência. Então eu sinto que essa foi a mudança mais visível", acrescentou a bielorrussa, que já venceu cinco partidas nesta semana.

"As adversárias são diferentes. Sabe, já se passaram oito anos desde que ganhei o primeiro Australian Open. As coisas mudam e você tem que se adaptar a isso. E, honestamente, sinto que vou aprender muito mais do que em 2012, e meu próprio jogo também se desenvolveu", complementou Azarenka, que encara Naomi Osaka na final deste sábado, ao meio-dia (de Brasília). Osaka lidera o histórico por 2 a 1.

A respeito da difícil vitória contra Johanna Konta, a bielorrussa destacou o alto nível do jogo e comemorou o fato de ter conseguido aproveitar suas oportunidades a partir do segundo set. A britânica, até então, não havia sofrido quebra de serviço em todo o torneio. "Acho que foi uma partida muito boa e de alto nível. Johanna jogou muito, muito bem, especialmente no primeiro set. Ela estava se arriscando, e tive algumas oportunidades, mas talvez não tenham sido o suficiente. Ela estava muito forte naquele momento".

"Senti que no segundo set fui capaz de aproveitar melhor essas chances e aumentar um pouco o nível", continuou a experiente jogadora. "E então no terceiro set senti que estava mais no meu ritmo e fazendo o que queria fazer, então me senti mais confortável", complementou Azarenka, que terminou a partida com 26 winners e 12 erros não-forçados.

Treinando agora com o francês Dorian Descloix, que já trabalhou anteriormente com Gael Monfils, a bielorrussa diz que não há uma fórmula mágica para voltar a jogar bem. "É apenas o resultado de trabalho constante que eu faço diariamente. É isso. Não há mágica. Sei que às vezes, quando você tem resultados, as pessoas procuram qual foi o truque que você fez, mas não há mágica. É apenas trabalho, trabalho consistente"

No início da semana, a bielorrussa de 31 anos também foi perguntada sobre a difícil situação de seu país, que vive uma onda de protestos de rua desde a eleição de Alexander Lukashenko, que está no poder desde 1994 e deu início a seu sexto mandato, apesar das suspeitas de fraude eleitoral e de perseguição política aos opositores. Enquanto as compatriotas Aryna Sabalenka e Vera Lapko manifestaram apoio às manifestações nas redes sociais, Azarenka comentou que espera que a violência pare o mais rápido possível.

"É um assunto muito difícil de falar. Sinceramente está quebrando o meu coração ver o que está acontecendo, e por não poder estar ali e entender toda a situação. É muito triste e muito difícil falar sobre isso. Mas eu só espero que toda a violência pare imediatamente, realmente pare, porque é realmente doloroso. Não consigo nem falar sem lágrimas nos olhos quando penso nisso, para ser honesta".

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