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Jogadores falam da falta que o público irá fazer
29/08/2020 às 09h23

Nova York (EUA) - Daniil Medvedev, vice-campeão do último Aberto dos Estados Unidos, vai sentir falta da atmosfera do Arthur Ashe Stadium lotado por quase 24 mil torcedores. Por causa da pandemia do coronavírus, o Grand Slam americano vai ser disputado com as arquibancadas vazias, sem os gritos de apoio dos espectadores nem as vaiais. Ao invés disso, muitas medidas de segurança para proteger a saúde dos jogadores. 'Vai ser realmente triste sem a torcida nova-iorquina'', disse Medvedev. ''Vai ser realmente estranho para nós.'' Nenhuma energia extra vinda da torcida, ninguém precisará se preocupar com algum torcedor perturbando durante o serviço, nenhuma pressão por jogar diante da multidão, enquanto que os árbitros de cadeira não irão precisar pedir silêncio às pessoas.  

''Eu adoro jogar para as pessoas. Amo quando as pessoas podem apreciar minha atuação ou a performance de minha adversária”, comentou a britânica Johanna Konta, nona cabeça de chave no US Open deste ano, que terá início na próxima segunda-feira. ''Mas essa não é a realidade que temos agora.'' Konta e os outros puderam se adaptar à nova situação durante o “Western & Southern Open”, torneio que normalmente é realizado em Cincinnati, no estado americano de Ohio, mas que neste ano foi transferido para o complexo de quadras de Nova York por causa da pandemia.

Uma das coisas que os jogadores notaram foi a ausência de numerosas pessoas no caminho para as quadras. 'Você pode ouvir sua respiração'', comentou a francesa Kristina Mladenovic, dona de quatro títulos de duplas de Grand Slam. “Mas isto é melhor do que nada, do que estar em casa no sofá.''

O canadense Felix Auger-Aliassime, depois de uma vitória no torneio de Cincinnati, mandou a bola em direção a seu técnico na arquibancada, como se nela houvesse público. 'Não ter ninguém, não ter multidão, é esquisito'', disse Auger-Aliassime, que será o cabeça 15 no US Open. ''Não sou fã disso.''

Já o austríaco Dominic Thiem aponta a falta que fará o estímulo da torcida. ''O tênis é um esporte mental e acho que isso vai ser mais difícil sem os fãs. Fico imaginando jogar um 5º set na Athur Ashe, sessão noturna, mais de meia-noite ... Em um ano normal, você receberia muita energia dos fãs. Eles te dão tanto, toda aquela atmosfera'', disse Thiem, o segundo maior favorito ao título, atrás do sérvio Novak Djokovic, e três vezes vice-campeão de Grand Slam. 'E agora, em um estádio vazio, talvez o seu técnico e a sua equipe estarão lá, serão as únicas pessoas. Isso torna tudo muito, muito solitário, muito duro. Vai ser interessante viver essa experiência.''

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