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Preparador físico de Pella cutuca organização em NY
28/08/2020 às 08h59

Nova York (EUA) - O argentino Juan Manuel Galván, que trabalha na equipe do compatriota Guido Pella e do boliviano Hugo Dellien, falou pela primeira vez sobre o ocorrido com eles às vésperas do Masters 1000 de Cincinnati, quando o preparador físico testou positivo para o coronavírus e seus dois atletas foram impedidos de competir. Depois de muita reclamação e cinco dias de espera, fizeram outro teste e este deu negativo, o que gerou revolta dos atletas.

“Estou impecável, sempre estive. Nunca tive um único sintoma, nada. Eu sabia internamente que não tinha nada. Agora, com o resultado negativo do teste estou mais calmo e a justiça foi feita. Testei positivo na última terça e eles me testaram novamente no domingo. Na segunda-feira dessa semana saiu o resultado e foi negativo. Até agora, não conheço ninguém que tenha melhorado em 5 dias, a menos que seja um super-herói e eu não tenha percebido”, disparou Galván em entrevista ao BATennis.

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O preparador físico contou toda a dificuldade que teve para que conseguisse fazer um novo teste após o primeiro positivo. “Eles não queriam me testar (de novo). Todos pedindo, os meninos insistindo até que no domingo, não sei o que aconteceu, se me ouviram e tive uma vídeo-chamada com dois médicos do torneio e Pablo Juárez, me perguntaram se eu queria fazer o teste e eles concordaram em me retestar naquele dia”, contou o argentino

“Disseram-me que meu estado não iria mudar em nada, mesmo que desse negativo. ‘Não vai mudar nada, você vai continuar isolado até sexta-feira'. E eu disse tudo bem, que não tenho problema. Eles vieram, me testaram e no dia seguinte recebi uma mensagem no telefone que deu negativo. A única coisa que mudou é que eles deixaram ir treinar com os meninos”, complementou Galván.

Pella e Dellien seguem em observação e vivem em condições específicas, mantém isolamento dos demais, mas a USTA ao menos tentou montar um esquema que os permitisse fazer alguma atividade e seguissem os preparativos para a disputa do US Open. "Para treinar usamos uma quadra particular de uma pessoa X que nos cedeu a quadra. Eles não vão ao clube, ficam isolados e treinam em condições que não são as ideais”, encerrou o preparador físico.

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