Notícias | Dia a dia
Osaka boicota semi em protesto contra o racismo
26/08/2020 às 22h30

Osaka aderiu aos protestos antirracismo e decidiu que não vai jogar a semifinal

Foto: Ben Solomon

Nova York (EUA) - Em um dia marcado por muitos protestos no esporte norte-americano, após mais um caso de violência policial contra um cidadão negro, a japonesa Naomi Osaka aderiu ao boicote iniciado pelos atletas da NBA e decidiu que não vai disputar a semifinal do WTA Premier de Cincinnati. Osaka enfrentaria a belga Elise Mertens a partir do meio-dia (de Brasília) desta quinta-feira.

Os protestos começaram após a repercussão do caso do homem de 29 anos Jacob Blake que foi baleado pelas costas sete vezes por um policial branco durante uma abordagem em Kenosha, no estado do Wisconsin. O time de basquete local, o Milwaukee Bucks, decidiu boicotar a partida que faria contra o Orlando Magic pelos playoffs da NBA nesta quarta-feira. A iniciativa foi apoiada pelos adversários e pelas demais equipes da liga, que cancelou toda a rodada. Equipes de beisebol e do futebol fizeram o mesmo ao longo do dia.

+ Nove das 10 atletas mais bem pagas são tenistas
+ Osaka ultrapassa Serena e é a atleta mais bem paga
+ Nova geração protagoniza a luta contra o racismo

Osaka foi uma das jogadoras mais engajadas nos protestos antirracismo desde a morte de George Floyd, asfixiado por um policial branco em Minneapolis. A japonesa, que vive nos Estados Unidos, chegou a participar de protestos de rua da campanha "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam). Assim como ela, jovens tenistas como Frances Tiafoe e Coco Gauff também participaram ativamente dos protestos por igualdade racial.

"Como muitos de vocês devem saber, eu estava escalada para jogar a semifinal amanhã. Entretanto, antes de ser uma atleta profissional, sou também uma mulher negra. E como mulher negra, eu sinto que tem coisas mais importantes e que merecem atenção mais imediata do que me ver jogar uma partida de tênis", escreveu Osaka, em seu perfil no Twitter.

"Eu não espero que nada drástico vá acontecer por eu não jogar, mas se eu conseguir promover essa conversa em um esporte majoritariamente branco, acho que é um passo na direção certa", acrescentou a jogadora de 22 anos e número 10 do mundo. "Assistir ao genocídio da população negra nas mãos da polícia embrulha o meu estômago. Estou exausta de ter que postar uma nova hashtag a cada poucos dias e extremamente cansada de ter as mesmas conversas o tempo todo. Quando isso vai parar?"

Japonesa é a atleta mais bem paga do mundo
Um estudo da revista norte-americana Forbes revelou que Naomi Osaka foi a atleta mais bem paga de 2019. Ela faturou US$ 37,4 milhões ao longo do último ano, sendo que US$ 3,4 milhões são de premiações de torneios, enquanto outros US$ 34 milhões são de contratos de patrocínio de marcas como a Procter & Gamble, All Nippon Airways e Nissin. O único tenista que ganha mais em patrocínios que Osaka é Roger Federer, atleta mais bem pago do mundo no último ano.

Comentários
Raquete novo
Suzana Silva