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Murray celebra grande vitória apesar de oscilações
25/08/2020 às 09h28

Nova York (EUA) - Pela primeira vez desde 2017, o britânico Andy Murray venceu um rival do top 10, eliminando Alexander Zverev do Masters 1000 de Cincinnati logo na estreia do alemão na competição. O ex-número 1 do mundo oscilou na partida e sofreu para fechar, mas conseguiu comemorar a vitória e a vaga nas oitavas de final.

“Estava me movendo muito bem no final da partida. Definitivamente houve alguns altos e baixos e quedas de intensidade, porque estava ridiculamente quente e úmido”, analisou o escocês, que terá pela frente o canadense Milos Raonic, contra quem já jogou 12 vezes, somando nove vitórias e apenas três derrotas.

Murray contou que nem ele mesmo esperava ter um desempenho tão bom. “Se você tivesse visto minhas sessões de treinamentos e essas coisas, provavelmente não acharia que eu  conseguiria jogar em tão alto nível. Era superado por todos. Isso também aconteceu quando disputava partidas e sets em treino, não consegui ganhar um”, disse o britânico, que também falou sobre seu comportamento em quadra.

“Às vezes, penso que quem olha para mim das arquibancadas vê alguém que fica muito deprimido e que é muito negativo em quadra. Definitivamente sou assim. Entretanto, consigo achar dentro de mim uma autoconfiança muito forte e sei que posso vencer partidas como essa. Embora nem sempre aparente quando você está me observando em quadra, eu sempre acredito, mesmo quando externamente pareça que sinalizo estar negativo”, explicou Andy.

Questionado sobre a dificuldade para fechar o jogo no terceiro set, o escocês atribuiu o susto à falta de ritmo. “Acho que aconteceu por eu não jogar há tanto tempo e não ter que fechar partidas. Teria sido difícil perder, mas fiquei satisfeito por superar tudo isso, vencer um jogador de ponta depois de muito tempo sem atuar”, analisou o atual número 134 do mundo.

“Se eu tivesse perdido a partida depois de abrir 4/1 no terceiro e ver o placar mudar para 4/5, obviamente não seria muito bom. Cometi alguns erros graves, parei de mover meus pés. Provavelmente foi um pouco de nervosismo, um pouco de fadiga e um pouco de ferrugem também”, finalizou Murray.

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