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Murray tira Zverev e volta a bater top 10 após 3 anos
24/08/2020 às 20h01

Nova York (EUA) - A retomada da carreira profissional de Andy Murray teve mais um ponto alto nesta segunda-feira. Apesar dos 33 anos e de aparecer apenas no 134º lugar do ranking mundial, Murray conseguiu uma grande vitória contra o número 7 do mundo Alexander Zverev para chegar às oitavas do Masters 1000 de Cincinnati. O britânico venceu por 6/3, 3/6 e 7/5 em 2h28 de partida.

Murray não vencia um adversário no top 10 desde 2017, quando superou o então número 9 do mundo Kei Nishikori nas quartas de final de Roland Garros. Pouco depois, o britânico começou a sofrer com as lesões no quadril, que o fizeram passar por duas cirurgias e cogitar a aposentadoria. No ano passado, ele ganhou até um título de ATP, na Antuérpia.

Bicampeão em Cincinnati, nos anos de 2008 e 2011, Murray não chegava tão longe em um Masters 1000 há mais de três anos. Além disso, ele não disputava torneios oficiais desde novembro do ano passado, pela Copa Davis. Uma pubalgia impediu seu retorno às competições no início do ano e a paralisação do circuito, por conta da pandemia da Covid-19, prolongou o afastamento. Ainda assim, ele conseguiu jogar algumas exibições em junho e julho em Londres.

O próximo adversário de Murray será um velho conhecido do circuito. Ele enfrenta o canadense Milos Raonic, 30º do ranking, que evitou um duelo britânico ao derrotar Daniel Evans por 6/3 e 7/5. Murray já enfrentou Raonic doze vezes e conseguiu nove vitórias, com destaque para a final de Wimbledon em 2016.

Devoluções agressivas do britânico chamaram atenção
Com dois bons sacadores em quadra e nas condições muito rápidas do torneio deste ano, o primeiro set teve pouquíssimas oportunidades de quebra. Murray tentou ser mais agressivo nas devoluções, sempre que Zverev dependia do segundo serviço, e respondia ao alemão com alguns passos dentro da quadra. A única quebra do set inicial aconteceu ainda no início, com destaque para uma passada espetacular do britânico.

O restante da primeira parcial foi de domínio dos sacadores e com constantes trocas de forehand. Zverev chegou a ter duas chances de devolver a quebra, mas pecou pela falta de consistência. Ao fim de 48 minutos de set, o alemão liderava a estatística de winners por 8 a 7, mas cometeu 16 erros contra apenas 7 do britânico.

Logo na abertura do segundo set, Murray teve que escapar de um 15-40 em seu serviço. Mesmo com algumas duplas-faltas, o alemão vinha confirmando seus games de serviço com mais tranquilidade, muito por conta da potência de seu saque, apesar de o índice de acerto do primeiro serviço ter se mantido na mesma casa de 55% da parcial anterior.

O ex-número 1 ainda teria que salvar outros três break points no sexto game da parcial, mas a constante pressão exercida pelo alemão daria resultado já na reta final do set. Com uma boa devolução, ele explorou uma subida do britânico à rede para conseguir a quebra. Zverev fez 5 a 0 em aces e 12 a 2 em winners na parcial, além de reduzir seus erros para 9 contra 7 do britânico.

Embora Zverev tenha criado as primeiras chances de quebra do set decisivo, depois de alguns erros com o backhand do britânico, Murray foi o primeiro a quebrar. Ele voltou a ser agressivo nas devoluções e contou com as falhas do primeiro serviço do rival, chegando a liderar por 4/1.

A reação de Zverev veio em um game muito ruim do britânico, com muitas bolas curtas e sem peso, para conseguir reduzir a diferença para 4/3. Dois games mais tarde, o ex-número 1 voltou a cometer muitos erros e teve o serviço novamente quebrado. Sacando para o jogo, o alemão fez um game desastroso e cometeu três duplas-faltas para ceder o empate por 5/5. Murray ganhou confiança e voltou a ser agressivo nas devoluções para consolidar uma expressiva vitória. Zverev liderou a estatística de winners por 31 a 16, mas cometeu 49 erros contra apenas 31 do britânico.

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