Notícias | Dia a dia
'A USTA mentiu na nossa cara', dispara Schwartzman
24/08/2020 às 10h36

Nova York (EUA) - O afastamento do argentino Guido Pella da chave principal do Masters 1000 de Cincinnati e do boliviano Hugo Dellien do quali continua repercutindo entre os jogadores na bolha de Nova York. Após fazer sua estreia no torneio, foi a vez de o argentino Diego Schwartzman disparar contra a conduta da organização e dizer que não foi cumprido o que haviam prometido.

“Levei muito mal o que aconteceu com Pella, não vou ser um hipócrita”, afirmou Schwartzman em entrevista para o La Nación. A principal reclamação do argentino foi em relação às regras sobre afastamento dos tenistas, alegando que houve uma violação ao que fora anteriormente estabelecido nos protocolos de segurança.

Pella e Dellien foram impedidos de competir após um teste positivo para o coronavírus de Manuel Galván, o preparador físico de ambos. A decisão irritou muitos jogadores, entre eles o sérvio Novak Djokovic, que organizou um abaixo-assinado para tentar reverter a situação, mas que acabou sem sucesso.

+ Djokovic luta para manter Pella e Dellien na chave
+ Medvedev afirma que 99% defendem Pella e Dellien

“Disseram que não haveria retaliação para quem testasse positivo. Sabemos que todo o torneio pode ser colocado em risco, mas Pella e Delien testaram negativo quatro vezes e Galván não foi testado desde que deu positivo. Esse é o erro. Quase todos os jogadores entendem assim. Falamos com quem organizou os protocolos e com gente da USTA e eles mentiram na nossa cara”, disparou.

O argentino ainda lembrou que os exames não são 100% confiáveis. “Há pessoas que testaram falso-positivo. O povo da ATP concorda com isso, mas no final é uma decisão da USTA e não podemos entender. O que está acontecendo é injusto. Parece que está mal gerido. A ATP, no final das contas, não tem muito poder sobre isso”, encerrou.

Comentários
Loja - camisetas
Tennis Camp