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Serena diz que ausências não diminuem a campeã
21/08/2020 às 18h34

Nova York (EUA) - Em meio às várias desistências da chave feminina do US Open, que terá apenas quatro integrantes do top 10, Serena Williams diz que isso não deve diminuir o valor do título para quem for campeã. Vencedora de 23 Grand Slam, a norte-americana está em busca da histórica 24ª conquista, que a faria igualar o recorde de títulos de Margaret Court. Serena justifica seu ponto de vista pelo fato de as circunstâncias do torneio deste ano serem muito exigentes no ponto de vista mental.

Antes do US Open ela disputa o Premier 5 de Cincinnati, que excepcionalmente foi transferido para Nova York como forma de minimizar o risco de transmissão do coronavírus entre os tenistas. Cabeça 4 do torneio preparatório, a ex-número 1 espera pela vencedora entre a belga Alison Van Uytvanck e a holandesa vinda do quali Arantxa Rus.

 
 
 
 
 
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"Muitas pessoas estão aqui, assim como muitas outras não vieram. Então, ainda temos que jogar tênis. Acho que todo este ano merece um asterisco. É um ano especial na história deste mundo. Não apenas da nossa geração, mas no período da história. Estamos vivendo um momento histórico", explicou Serena, em entrevista coletiva virtual nesta sexta-feira.

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"Então eu acho que, independentemente de qualquer coisa, sempre haverá algum asterisco, porque é algo que nunca aconteceu antes. E se você ganhar, vai ser tipo tipo: 'Uau! Eu consegui vencer nessas circunstâncias malucas em que não havia público. Foi tão estéril e estranho. Mas, mentalmente, eu consegui superar tudo isso'. Pode ser mais um teste mental do que qualquer coisa", acrescentou a norte-americana, que é bicampeã em Cincinnati e tem seis títulos do US Open.

A atual número 9 do mundo confessa que acreditava no cancelamento desses torneios por conta da maneira como a pandemia atingiu os Estados Unidos. "Definitivamente, teve um momento em que eu pensava: 'Não tem como esses torneios acontecerem', mas tive ótimas conversas com várias pessoas da USTA e os protocolos deles são tão intensos que me ajudaram a me sentir segura. Vejo que todos os dias eles seguem os protocolos".

"E, obviamente, é algo maior do que a USTA. O governo tem que estar envolvido e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças também. E isso fez me sentir muito melhor", acrescentou a experiente jogadora de 38 anos.

Serena é uma das poucas tenistas que optaram por alugar uma casa em Nova York, em vez de se instalar na bolha sanitária criada pela USTA. Alguns camarotes do Arthur Ashe Stadium foram transformados em quartos para os cabeças de chave, enquanto os demais tenistas estão em hotéis próximos do torneio. A ex-número 1 explica sua decisão por ter viajado junto com sua família e também pelo histórico de problemas de saúde, incluindo com caso de embolia pulmonar.

"Eu não queria ficar no hotel porque tenho problemas pulmonares'', disse a norte-americana. "Pessoalmente, senti que era um grande risco. Na minha casa posso controlar mais. Eu quero estar lá porque tenho muitos problemas de saúde. É importante para mim tomar muitos cuidados. Eu realmente tenho que descansar minha mente para poder me apresentar em Nova York".

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Suzana Silva