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Federer pode jamais voltar a Flushing Meadows
18/08/2020 às 13h12

Edição de 2019 poderá ter sido a última em que Roger Federer pisou na arena Arthur Ashe

Foto: Arquivo
Especial para TenisBrasil

Em termos estritamente técnicos, da lista de nomes que não participarão do US Open de 2020 – a ser disputado de 31 de agosto a 13 de setembro –, a ausência mais sentida será a do espanhol Rafael Nadal, que no ano passado conquistou o quarto Aberto dos Estados Unidos da sua carreira. Além disso, Nadal é um dos tenistas mais populares do mundo e sua mera presença em um torneio faz a alegria dos seus organizadores, ainda mais em tempos em que a transmissão por vídeo será essencial.

Mas, para o público norte-americano, é provável que aquele tenista que a maioria gostaria de ver mais uma vez em ação no complexo Billie Jean King, em Nova York, fosse Roger Federer. O suíço é querido onde quer que vá (com a possível exceção da Sérvia, devido à sua rivalidade com Novak Djokovic), mas não há dúvidas de que existe uma relação diferente entre ele a torcida americana, em parte por conta das suas cinco conquistas seguidas no US Open.

A ausência de Federer já era mais do que esperada, visto que o suíço de 39 anos passou nos últimos meses por nada menos que duas artroscopias no joelho direito. E, sem público na arquibancada, há menor pressão pela venda de ingressos. O que preocupa na verdade é que o suíço pode jamais pisar novamente em Flushing Meadows, já que existe a expectativa por uma despedida em caso de reconquista de Wimbledon ou da tão sonhada medalha de ouro olímpica.

E isso depende muito de como ele retornará às quadras depois de um ano sem competir. Sua última participação em um torneio da ATP até aqui foi ainda em janeiro, quando foi derrotado em três sets por Novak Djokovic em uma das semifinais do Australian Open. Depois disso, Federer participou apenas de dois jogos de exibição na África do Sul, ainda em fevereiro.

Assim, a próxima vez que devemos vê-lo em ação é no Australian Open de 2021, a ser disputado novamente em janeiro. Quem visitar alguma casa de apostas online a fim de saber quais são os favoritos para a vitória em Melbourne verá que o suíço aparece no momento como o quinto mais cotado, atrás de Djokovic, Nadal, Daniil Medvedev e Dominic Thiem. De qualquer forma, o próprio Federer disse que ano que vem focará em duas outras competições: Wimbledon e as Olimpíadas de Tóquio.

A preferência por Wimbledon se entende facilmente porque foi lá que Federer conquistou mais Grand Slam: oito no total, o último em 2017. A próxima edição do torneio mais tradicional do mundo está prevista para ser realizada de 28 de junho a 11 de julho, e aproximadamente duas semanas depois terão início os jogos de tênis das Olimpíadas de Tóquio, no Ariake Coliseum.

Nesta última competição, as chances de Federer são consideráveis, visto que, além de a disputa ser em piso duro e rápido, todos os jogos nas Olimpíadas são realizados em melhor de três sets. Além disso, embora o suíço tenha conseguido a medalha de ouro nas duplas com seu compatriota Stan Wawrinka em 2008, o ouro nas simples é algo que ainda lhe falta, o que já é por si só motivação mais que suficiente.

Uma vitória em Tóquio seria, portanto, uma oportunidade e tanto de encerrar a carreira no topo. Isso tudo coloca em questão se o suíço retornará ao US Open logo depois de Tóquio.  Sua última conquista de título por lá foi ainda em 2008 e, desde então, o suíço chegou à final apenas mais duas vezes. Tudo depende das condições físicas adequadas que atingir no segundo semestre de 2021, do seu nível de competitividade e da motivação.

A fanática torcida norte-americana terá de cruzar os dedos para aplaudir possivelmente pela última vez na carreira seu grande ídolo.

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Suzana Silva