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Para Gauff, quarentena foi boa para melhorar
11/08/2020 às 11h23

Gauff é uma das atrações em Lexington.

Foto: Site da WTA

Lexington (EUA) – Aos 16 anos, a americana Coco Gauff já mostrou que lida bem com a pressão, tanto dentro quanto fora da quadra. A talentosa jovem conquistou seu primeiro título de ATP em Linz, na Áustria, no segundo semestre do ano passado e alcançou duas oitavas de final de Grand Slam, com vitórias sobre Venus Williams e Naomi Osaka no caminho.

Durante a quarentena, seu discurso em manifestação de protesto pela morte de George Floyd em maio, em Delray Beach, Flórida, rapidamente viralizou na internet.

"Acho que aprendi muito a meu respeito durante esta paralisação”, disse Gauff aos jornalistas em Lexington. "Quando fui ao protesto, não era para eu falar. Eles me pediram talvez 2 minutos antes”, revelou. "Acho que me senti calma por causa da minha avó, que me ensinou muito ao longo dos anos. Aprendi muito com suas histórias, então, me senti preparada para aquele momento”, acrescentou.

"Também me senti responsável, já que tenho uma grande plataforma, seria errado ficar em silêncio. Senti que tinha de usar minha plataforma para ampliar a conscientização quanto ao assunto (racismo) e educar as pessoas.”

De acordo com as regras da WTA, Gauff só pode disputar um certo número de torneios até completar 18 anos. Assim, ela não sentiu muito a interrupção quanto as demais profissionais.

“Sempre fico dois a três meses afastada. Para ser franca, não foi muito diferente. Claro que sinto falta de jogar, mas foi bom para mim porque pude treinar. Ainda estou em desenvolvimento. Então foi bom para trabalhar certas coisas. E pude ficar em casa com meus irmãos e minha família. Provavelmente foi o maior tempo que fiquei em casa.”

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Suzana Silva