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Barty apoia projeto para levar tênis aos aborígenes
06/08/2020 às 15h55

Barty tem ascendência aborígene e tenta dar mais oportunidades aos jovens indígenas na Austrália

Foto: Divulgação/Tennis Australia

Cairns (Austrália) - A número 1 do mundo Ashleigh Barty passou uma semana em Cairns, no norte da Austrália, para promover um projeto que visa levar o tênis aos povos indígenas do país. Nos próximos três anos, a Australian Tennis Foundation (ATF) vai investir 115 mil dólares australianos para o fomento do esporte aos povos indígenas da região de Queensland.

Barty, que tem ascendência aborígene do povo Ngarigo, é embaixadora da Tennis Australia para povos indígenas. Ela orientou seis jovens jogadores e também visitou uma escola onde respondeu às perguntas de 20 estudantes. A ideia é incentivar a prática esportiva para reduzir alguns índices de problemas de saúde comuns aos indígenas australianos como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

"O tênis trouxe alegria e felicidade à minha vida e poder experimentar isso com crianças de várias regiões do país é incrível", disse Barty. "Esse financiamento oferece uma oportunidade, não apenas no esporte, mas na educação desses jovens".

"Acho incrível ver os caminhos que estão agora disponíveis para os jovens indígenas e as oportunidades que eles terão para se desenvolver em qualquer profissão", avalia a atual campeã de Roland Garros. "É realmente especial poder dar a pessoas de todas as idades a oportunidade de crescer e aprender o quanto o esporte pode oferecer, no sentido de conectar as pessoas e as comunidades".

Na semana passada, Barty anunciou que não irá disputar o US Open, por conta do risco de contaminação pela Covid-19. A australiana ainda não se decidiu se irá jogar os torneios no saibro europeu em setembro e tentar defender seu título no Grand Slam francês.

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Suzana Silva