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Puerta revela ter mentido ao CAS sobre doping
04/08/2020 às 15h24

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Buenos Aires (Argentina) - O argentino Mariano Puerta admitiu ter mentido para a Corte Arbitral do Esporte (CAS) para reduzir sua suspensão após um segundo teste positivo de doping. Quatro meses após o ponto alto de sua carreira, o vice de Roland Garros em 2005, ele testou positivo para etilefrina, um estimulante cardiorrespiratório proibido.

Pego em 2003 pelo uso de um esteroide anabolizante proibido, Puerta foi inicialmente suspenso por oito anos, mas a penalidade foi reduzida para dois anos, graças a uma estratégia de defesa que ele disse ser uma mentira. “Mas não tirei nenhuma vantagem esportiva. Não quero ser visto como um enganador”, disse Puerta em uma entrevista publicada pelo jornal La Nación na segunda-feira.

A defesa de Puerta disse que ele bebeu água de um copo usado por sua então esposa, que estava tomando um medicamento contra cólicas menstruais que contém etilefrina. O ex-tenista profissional revelou que a falsa alegação foi criada pelo advogado Eduardo Moliné O'Connor, que morreu em 2014.

O'Connor foi membro do CAS de 1998 a 2006, depois seguiu para o Supremo Tribunal de Justiça da Argentina e trabalhou como executivo da associação de tênis do país. Puerta falou que seus consultores jurídicos disseram que nenhuma outra versão seria crível devido ao seu histórico de doping.

Quinze anos depois, aos 41 anos, Puerta afirmou que a origem da droga não era a medicação tomada pela esposa, mas pílulas de ginseng e cafeína que um amigo de seu preparador físico produzia. "Eu nunca conheci a pessoa que fez as pílulas, nunca soube seu nome, ninguém da família queria saber", contou o argentino.

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