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Kenin lamenta que a pandemia brecou sua boa fase
31/07/2020 às 16h06

Para recuperar ritmo de jogo, a norte-americana vem disputando exibições

Foto: Arquivo

White Sulphur Springs (EUA) - Atual campeã do Australian Open e número 4 do mundo, Sofia Kenin vivia um ótimo momento quando todo o circuito profissional do tênis foi suspenso devido à pandemia da Covid-19. Até por isso, Kenin acredita que a paralisação das competições acabou brecando sua boa fase e trabalha forte para voltar bem ao circuito.

"Foi um choque enorme", disse Kenin, em entrevista à agência Reuters. "Eu diria que foi uma desvantagem, porque eu estava jogando muito bem e tive duas semanas ótimas, que foram memoráveis. Então, obviamente, foi muito decepcionante o que aconteceu por causa desse vírus".

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"Eu estava aproveitando o momento depois de vencer o meu primeiro Grand Slam. Pensava em jogar mais torneios, criar mais experiências, disputar muito mais jogos e ver todos os meus fãs", acrescentou a norte-americana, que também foi campeã em Lyon, nas quadras duras e cobertas do torneio francês.

De olho no US Open, que começa em 31 de agosto, Kenin também garantiu presença no principal torneio preparatório. O Premier de Cincinnati foi excepcionalmente transferido para Nova York e acontecerá na semana anterior. A norte-americana será uma das seis top 10 na chave.

"Sei que existem jogadoras na Europa que não puderam treinar por um mês ou até mais tempo. Mas aqui eu pude treinar e fazer a preparação física, então eu me mantive em forma para quando os torneios começarem a acontecer", explicou a jovem jogadora de 21 anos.

Kenin também lamentou a ausência da número 1 do mundo Ashleigh Barty do US Open. A australiana de 24 anos declarou que não se sente segura de viajar para os Estados Unidos em meio a um aumento no número de casos de infectados pelo coronavírus no país. "É uma pena que ela não possa vir. Eu adoraria jogar contra ela de novo nos torneios".

Para recuperar ritmo de jogo, Kenin também disputou algumas partidas. No mês passado, ela atuou no saibro de Charleston, em uma série de exibições. Já nas últimas três semanas, fez parte do tradicional interclubes norte-americano World Team Tennis, que está sendo disputado dentro de um resort com rígidas normas de segurança.

"O WTT está sendo uma experiência muito boa. Estamos fazendo bons jogos, com muita competitividade. Certamente isso vai me ajudar quando o circuito recomeçar. Já jogamos mais de 10 partidas. É mais para sentir a pressão novamente para chegar forte no circuito".

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