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Puig: 'Às vezes toco minha medalha para ter certeza'
29/07/2020 às 10h52

Miami (EUA) - Grande surpresa na competição olímpica do tênis nos Jogos do Rio, em 2016, a porto-riquenha Monia Puig acabou levando a medalha de ouro, mas depois não conseguiu aproveitar a confiança com uma conquista tão importante e não se estabeleceu entre os principais nomes do circuito feminino.

Na verdade, o ouro olímpico acabou sendo um fardo para ela, que conviveu com pressão insuportável, decepções constantes, depressão e uma odisseia de lesões nos anos seguintes. Puig voltou a contar sua história, agora para o Tennis.com, no qual fala sobre sua jornada depois de ter se sagrado campeã nos Jogos do Rio.

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"Foram os três piores anos da minha vida. Mas também sinto que esses anos me fizeram amadurecer e me tornar a mulher que sou hoje: mais empoderada e capaz de fazer coisas que poderiam me assustar antes", contou a tenista de 26 anos, que atualmente ocupa apenas a 90ª colocação no ranking.

“Às vezes, acho que não tive capacidade de ser uma campeã olímpica. Então procuro a medalha em minha casa, olho para ela e toco nela para lembrar o que fui capaz de fazer. Isso vai durar para sempre, meu nome será associado à história olímpica e é um tremendo orgulho para mim”, acrescentou a porto-riquenha.

Puig se viu beneficiada com o adiamento dos Jogos de Tóquio deste ano para 2021, por causa da pandemia do coronavírus. “Não estaria em forma se os Jogos tivessem sido jogados nesta temporada, então estou feliz por terem sido adiados. A experiência de estar com os melhores atletas do planeta em um evento como esse é surreal”, afirmou a atual campeã olímpica.

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Suzana Silva