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Australian Open considera 'bolha' e público reduzido
25/07/2020 às 12h45

O Australian Open deste ano bateu recorde de público, com 821 mil ingressos vendidos

Foto: Arquivo

Melbourne (Austrália) - O retorno de casos da Covid-19 no país e um novo lockdown em Melbourne fizeram com que os organizadores do Australian Open considerem realizar o Grand Slam de janeiro de 2021 com segurança reforçada e redução no público diário dentro do Melbourne Park.

Craig Tiley, chefe executivo do Tennis Australia, afirmou neste sábado que ficará de olho no que acontecerá no US Open e em Roland Garros para a montagem de um plano de contingências adequado.

Entre as medidas possíveis estão a redução de ingressos à venda para manter distância social, não permitir turistas estrangeiros no complexo e a criação de uma 'bolha' de biosegurança em volta dos tenistas participantes, que teriam ainda de cumprir quarentena ao chegarem ao país.

"É certo que não alcançaremos o recorde deste ano, que foi de 821 mil espectadores", admite Tiley. "Acredito que teremos de ficar com os fãs de Melbourne ou do estado de Vitoria, quem sabe abrindo para os da Nova Zelãndia. Os 15% que vêm de outros países muito provavelmente não estarão aqui".

O executivo diz que o lockdown que acontece no momento em Melbourne não é bom para as pessoas, mas será importante no futuro. Ele estima que o torneio de 2021 envolverá cerca de 2.500 pessoas, entre tenistas e membros da organização, e acha que lições poderão ser tiradas dos dois Slam que ainda tentam acontecer em 2020. "Se o resultado por positivo, todos ganharemos confiança".

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