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'Serena ainda tem muitas chances', garante Evert
21/07/2020 às 08h27

Apesar de Serena estar com 38 anos e não vencer um Slam desde 2017, Evert ainda aposta na ex-número 1

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Apesar de Serena Williams não vencer um Grand Slam desde o Australian Open de 2017, a norte-americana não deve ser descartada da lista de favoritas aos títulos importantes. É o que pensa Chris Evert, ex-número 1 do mundo e vencedora de 18 Grand Slam. Evert destaca que Serena sentiu a pressão nas últimas quatros finais que disputou e perdeu, mas que segue em plena forma. A norte-americana de 38 anos segue em alto nível e ocupa o nono lugar no ranking da WTA.

"Ele perdeu quatro finais, mas todas as adversárias sempre jogaram um tênis incrível, especialmente a Kerber e a Halep. Nenhuma delas tinha nada a perder, enquanto Serena claramente sentiu a pressão do momento", disse Evert, em vídeoconferência com dois jornalistas: o italiano Ubaldo Scanagatta e o norte-americano Steve Flink.

"Francamente, nunca vou excluí-la da lista de possíveis vencedoras de torneios. Eu já vi alguns vídeos de seus treinos, e ela parece estar em ótima forma. Acho que ainda tem muitas chances de vencer um Grand Slam. Não acho que a ausência do público vai afetá-la. Ela é muito forte mentalmente, um pouco como o Nadal", acrescentou a lenda do tênis norte-americano.

Evert também falou sobre Serena ao ser perguntada sobre as partidas mais marcantes que ela presenciou como comentarista de TV. Ela recordou a surpreendente derrota da norte-americana para a italiana Roberta Vinci na semifinal do US Open de 2015. Na ocasião, Serena havia vencido os outros três Grand Slam da mesma temporada e era ampla favorita para mais um título em Nova York.

"A vitória de Roberta Vinci contra Serena é certamente uma das mais sensacionais que me lembro, e eu estava lá. Antes da partida, pensei que Serena venceria fácil, não via como Vinci poderia machucá-la. Em vez disso, Roberta jogou uma partida muito inteligente, alternando slices, lobs e subidas à rede, variou muito o ritmo, e Serena perdeu toda a sua tranquilidade. Quem pensaria que as duas garotas italianas chegariam à final?".

Outro assunto da entrevista foi a histórica rivalidade de Evert com Martina Navratilova. Elas protagonizaram 80 duelos no circuito. O histórico de confrontos terminou favorável a Navratilova, que conseguiu 43 triunfos contra 37 da rival. "A minha rivalidade com Martina foi tão cheia de contrastes e reviravoltas que conseguiu atrair fãs que não acompanhavam tanto o tênis, era algo que transcendia o jogo. E devo dizer que se Tracy Austin não tivesse se machucado ainda muito jovem, teria sido ainda mais interessante".

"Mas mesmo um domínio como o de Serena é uma coisa boa para a popularidade do esportes. As finais que ela joga em Nova York costumam ter mais audiência na TV que as finais masculinas. É chato quando não há quem se destaque, pelo menos na minha opinião", acrescentou a ex-líder do ranking.

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