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Técnico de Federer não vê aposentadoria em 2021
16/07/2020 às 10h55

Basileia (Suíça) - Com mais uma longa ausência do suíço Roger Federer no circuito, que depois do Australian Open passou por duas operações no joelho direito e só voltará a jogar em 2021, muitos levantaram a possibilidade de que o próximo ano seria o seu último. O próprio tenista reconheceu estar perto do fim, mas para o treinador Severin Luthi a aposentadoria não acontecerá tão cedo.

“Meu sentimento é que não será assim. Ele continua a amar a vida no circuito, nunca o ouvi dizer que precisa parar porque está cansado de viajar. Nada pode ser descartado 100%, mas ver como continua amando o tênis e passando tempo com os amigos que ele tem em todos os lugares, acho que não vai se aposentar no final de 2021”, disse Luthi para o Smash Magazine.

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“A verdade é que a lesão veio no melhor momento possível, ainda mais com o formato provisório do ranking. Contudo, isso não o afeta muito emocionalmente, pois não é uma pessoa que se sente frustrada. No dia seguinte à cirurgia, estava ansioso por uma nova etapa na qual passaria um tempo com a família”, comentou o treinador de Federer.

“Ele tem uma capacidade única de ser muito ambicioso sem ficar obcecado ou frustrado quando há imprevistos”, acrescentou Luthi, que também fez um paralelo com a última grande lesão que o pupilo teve. "Em ambas as vezes houve um revés no processo de recuperação e ele teve que recomeçar praticamente do zero e gastou mais tempo na reabilitação. Mesmo assim sua abordagem é positiva e acho que ele pode se beneficiar de todo o processo que realizou em 2016”, avaliou.

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O treinador suíço confessou esperar por um período maior sem competições, mas acredita que os muitos interesses por trás e a pressão acabaram acelerando a volta. Ainda assim ele acredita que tudo corra bem e que o tênis acontecerá com segurança.

Questionado sobre o futuro após o trabalho com Federer, Luthi disse que terá que encontrar novos desafios na carreira. “Será muito difícil encontrar algo tão estimulante quanto trabalhar com Roger, não consigo imaginar nada melhor do que isso. Tenho alguns projetos em andamento, embora a prioridade continue sendo Roger até o final de sua carreira”, encerrou o técnico suíço.

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Suzana Silva