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Kerber, Svitolina e Bertens não devem jogar em NY
14/07/2020 às 18h17

Kerber diz que não gostaria de viajar para Nova York neste momento

Foto: Divulgação

Berlim (Alemanha) - Apesar de a volta do circuito da WTA estar cada vez mais próxima, com um forte torneio em Palermo começando no dia 3 de agosto, algumas jogadoras da elite do circuito ainda não se dizem confortáveis sobre a possibilidade de disputar o US Open.

Em meio ao aumento no número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, jogadoras como Angelique Kerber, Elina Svitolina e Kiki Bertens não gostariam de viajar para Nova York. O Grand Slam americano começa em 31 de agosto.

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"Sendo honesta, acho que hoje ninguém gostaria de pegar um avião para Nova York. Eu não consigo imaginar. Ninguém sabe o que vai acontecer e nem como isso tudo vai evoluir", disse Kerber, durante entrevista coletiva em Bad Homburg, onde participou da inauguração de uma quadra de grama, que receberá um torneio da WTA em 2021.

"Sou responsável por mim e por minha equipe. Se alguém for infectado, nós teríamos que ficar presos sem saber o que fazer", avaliou a alemã de 32 anos e campeã do US Open de 2016. A ex-líder do ranking e atual 21ª colocada também acha pouco provável que o circuito volte a receber torneios com público em um curto prazo. "Duvido muito que faça sentido jogar em estádios cheios nesse momento".

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Já nesta terça-feira, em Berlim, a número 5 do mundo Elina Svitolina e a sétima colocada Kiki Bertens também se manifestaram. Elas estão disputando uma série de exibições na capital alemã em quadras de grama e mostram preocupação com a viagem aos Estados Unidos e uma possível quarentena que teriam que fazer quando voltassem à Europa. O calendário do segundo semestre é apertado e os torneios Premier de Madri e Roma começam logo depois do Grand Slam americano.

Svitolina afirmou que não tem planos de jogar em Nova York e que pretende começar a temporada em Madri. Já Bertens explicou que, no momento, não gostaria de jogar o US Open, mas que isso pode mudar se a situação nos Estados Unidos melhorar nas próximas semanas. A holandesa, que tem predileção pelo saibro, também não gostaria de ficar duas semanas quarentenada após o torneio, já que isso afetaria seus resultados no piso em que ela tem melhor desempenho.

Kerber, Svitolina e Bertens não são as únicas jogadoras de elite com dúvidas a respeito do US Open. Números 1 e 2 do mundo, a australiana Ashleigh Barty e a romena Simona Halep também já comentaram sobre os riscos que uma viagem para os Estados Unidos representaria. Halep, aliás, já está confirmada para voltar às quadras em Palermo, no saibro.

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