Notícias | Dia a dia
Slam deverão seguir mesmo se houver um infectado
14/07/2020 às 10h47

Londres (Inglaterra) - Pouco a pouco as definições sobre o retorno do circuito vão ficando cada vez mais claras. Em entrevista à Sky Sports, Andrea Gaudenzi, atual presidente da ATP, explicou como deverão funcionar os protocolos de saúde nos Grand Slam e revelou que dificilmente o US Open ou Roland Garros irão parar no meio se alguém testar positivo para o coronavírus.

“Uma vez decidido que os torneios irão acontecer, não há muita alternativa. Teremos testes diários e qualquer pessoa com resultado positivo ficará isolada, mas chegando às quartas de final de um Grand Slam seria impensável suspender o torneio. Uma vez que a máquina esteja funcionando, ela terá que continuar”, contou o dirigente.

+ Decisão sobre torneios nos EUA sai no fim de julho
+ NY zera mortes por coronavírus e anima US Open

Gaudenzi confirmou que haverá uma decisão sobre a turnê americana (Washington, Cincinnati e US Open) nas próximas duas semanas. “Estão trabalhando duro para conseguirem alcançar um cronograma aceitável em uma situação extremamente complexa”, falou o presidente da ATP, que tem acompanhando a evolução e a maneira de agir de outros esportes como o golfe.

“Para nós, o golfe é um exemplo. Também estamos monitorando o que a NBA faz, pois eles têm os mesmos problemas”, comentou Gaudenzi, em alusão ao número de estrangeiros que jogam na liga norte-americana de basquete.

+ Monteiro busca solução para contornar restrições
+ Menezes: 'Não consigo viajar para nenhum torneio'

Grande problema na volta do circuito, as restrições de locomoção entre países tem sido um entrave a ser superado. Jogadores brasileiros como o cearense Thiago Monteiro e o mineiro João Menezes já revelaram a dificuldades para montar o calendário justamente por não saberem onde poderão entrar ou simplesmente por não conseguirem sair do país.

“A ATP estudou um protocolo de 70 páginas para garantir a segurança dos jogadores e do tênis. Também temos o problema da internacionalidade, com restrições e quarentenas que complicam tudo. Se os tenistas precisassem ficar em quarentena dentro e fora dos Estados Unidos, o calendário será congelado imediatamente”, observou Gaudenzi.

Comentários
Loja - livros
Suzana Silva