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Wimbledon vai pagar árbitros que estariam no torneio
10/07/2020 às 13h42

Pagamento irá beneficiar árbitros britânicos e também estrangeiros

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - A sexta-feira foi de novidades em Wimbledon. Além de anunciar que dará prêmios de primeira rodada para todos os jogadores que disputariam o torneio, medida que beneficia 620 tenistas, e de decretar que não irá mais adotar o "ranking da grama" para os cabeças de chave de 2021, a organização do Grand Slam britânico decidiu também apoiar os árbitros que trabalhariam no torneio.

Uma parceria do All England Lawn Tennis Club (AELTC) com a Lawn Tennis Association (LTA), o órgão dirigente do tênis na Grã-Bretanha, vai permitir o pagamento não apenas para os profissionais britânicos, mas também para vários árbitros estrangeiros.

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"O AELTC reconhece o impacto significativo do cancelamento do torneio e a ausência de receitas para a comunidade dos árbitros, sem os quais não poderíamos realizar o evento", diz o comunicado oficial do Grand Slam londrino.

"Como resultado, o AELTC trabalhou com a LTA para fornecer um pagamento aos árbitros licenciados pela federação que teriam trabalhado no campeonato deste ano e também a vários árbitros internacionais, todos altamente qualificados e indivíduos vitais para o sucesso do torneio", seguiu a nota dos organizadores.

Wimbledon foi cancelado devido à pandemia
A edição de 2020 de Wimbledon foi cancelada por conta da pandemia da Covid-19. O evento estava marcado para acontecer entre os dias 29 de junho de 12 de julho, mas o anúnico foi feito com grande antecedência, ainda no início de abril. O mais tradicional torneio de tênis do mundo é realizado desde 1877 e só havia sido cancelado durante as duas Guerras Mundiais no início do século passado. Não foram disputadas as competições entre 1915 e 1918, e também entre 1940 e 1945.

Além do risco de transmissão do novo coronavírus, outros fatores influenciaram a decisão de cancelar o torneio. Um eventual adiamento para outra época do ano significaria também uma menor exposição das quadras ao sol, o que compromete o andamento da programação diária -já que não há iluminação artificial nas quadras externas- e piora a qualidade do piso, aumentando o risco de lesões para os jogadores. 

Estima-se que mil pessoas circulariam pelo complexo durante o torneio mesmo sem a presença de público nas arquibancadas, o que rechaça a hipótese de realizar o torneio com portões fechados. O torneio também contava com um seguro, assinado na época da epidemia da SARS em 2003, para o caso de cancelamento de alguma edição.

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