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Brasileiras apoiam projeto para adiar volta da WTA
07/07/2020 às 15h06

Bia já voltou à rotina de treinos, mas ainda não sabe quando poderá voltar a jogar

Foto: Arquivo

Itajaí (SC) - Jogadoras brasileiras demonstraram apoio à uma campanha internacional para que a retomada do circuito da WTA seja adiada. Atletas como Beatriz Haddad Maia, Carolina Meligeni Alves e Ingrid Martins se manifestaram sobre o assunto nas redes sociais. As três estão treinando atualmente na cidade catarinense de Itajaí, mas não sabem quando poderão voltar a jogar oficialmente. 

O circuito será reiniciado no dia 3 de agosto em Palermo, na Itália, mas atletas de diferentes países enfrentariam dificuldades para viajar e têm poucas opções de calendário à disposição. Elas alegam que isso tornaria o circuito ainda mais desigual e reduziria as chances de muitas jogadoras subirem no ranking.

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A campanha recebeu o nome "No play if all can't play. Postpone tennis" (Não jogue se todas não puderem jogar. Adie o tênis). O manifesto diz que a saúde deve ser colocada em primeiro lugar. "Com a situação tão volátil da Covid-19, uma grande porcentagem de jogadoras acredita que é inseguro viajar internacionalmente. A WTA decidiu seguir em frente e retomar o circuito em 3 de agosto, quando há apenas um torneio da WTA e outro da ITF. Nessa data apenas 10% das jogadoras poderiam atuar".

"Quando anunciaram a volta do tour, sabiam que é para mais ou menos 10% das jogadoras", escreveu Bia Haddad Maia em seu perfil no Instagram. "Onde está a tal da união e da preocupação com o outro tão falada durante essa pandemia?". Bia, atual 286ª do ranking, citou a falta de opções de torneios para disputar. "O único torneio para as outras 1.000 meninas é um de 25 mil na Tailândia, onde somente os residentes podem entrar".

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Carol Meligeni, 221ª colocada, também escreveu no Instagram: "A ITF e WTA estão levando adiante a ideia de voltar o tour nessa data, em meio à pandemia. Além da insegurança que muitas jogadoras sentem em viajar por conta da saúde, é também muito injusto e segregador recomeçar um circuito mundial no qual por volta de 10% das jogadoras poderá competir".

 
 
 
 
 
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"Só elas podem escolher voltar, já que seus países permitem a locomoção, enquanto as demais do mundo, mesmo querendo e se sentindo seguras (se for o caso), não têm o poder de escolha já que as fronteiras estão fechadas", acrescentou a jovem paulista de 24 anos. 

Também foram colhidas declarações anônimas de jogadoras de diferentes nacionalidades: "No Brasil, temos mais de mil mortes por dia e não podemos viajar para a Europa ou para os Estados Unidos", diz a nota. "Na Argentina, na Colômbia e no Chile não podemos sair do país até setembro. A Bolívia ainda está em quarentena; mexicanos não podem entrar na Europa; na Índia, metade dos estados não abriu as quadras ainda. As fronteiras na Rússia ainda estão fechadas para todos os países".

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