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Espanhola se posiciona e dispara contra o machismo
25/06/2020 às 09h40

Madri (Espanha) - Nascida na Moldávia, a espanhola Aliona Bolsova se mudou muito nova com seus pais, ambos atletas profissionais, para o país que defende desde 2013, quando ganhou a cidadania. Atual 102 do mundo, a tenista de 22 anos resolveu disparar contra o machismo velado e usou as redes sociais para criticar a maneira como é tratada, mostrando seu descontentamento com os estereótipos pelos quais é descrita, por causa de seu estilo de vestir ou cortar o cabelo.

“Durante muito tempo pensei sobre certas experiências que aconteceram comigo nos últimos anos. Percebi que todas as atitudes que naturalizamos são aquelas que temos mais devemos questionar e que onde parece não haver machismo, ele existe sim. Resolvi então contar um pouco o que passei depois de ter minha mudança de olhar”, escreveu a espanhola em sua conta no Twitter.

"As pessoas ao meu redor começaram a perguntar aos meus amigos se eu tinha me tornado bissexual ou homossexual, se minha melhor amiga era na verdade minha namorada. Parece incrível que uma ação à primeira vista tão banal me fez questionar certas coisas. O maior problema foi feminilidade e masculinidade. Que porcaria é essa?", acrescentou Bolsova, disparando contra as críticas veladas a seu visual com cabelos curtos e tatuagens no braço.

Ela inclusive explicou o significado de uma de suas tatuagens, aquela que fica mais na parte de cima do braço esquerdo, perto do ombro. “A leoa é quem caça e cuida da família e queria enviar a mensagem de que as mulheres podem cuidar de si mesmas e não precisamos depender de um homem”, afirmou a tenista, que além de competir no circuito da WTA também jogou no universitário norte-americano.

"Depois que deixei meu cabelo crescer um pouco mais, conheço homens que me disseram 'agora você é mais bonita', 'você parece muito melhor'. Mas o que eu me importo se eu for mais bonita? Não é justo que as mulheres sempre tenham que ser aceitáveis ao público. Que sempre temos que gostar dos outros. Eu posso me vestir como menino e não é por isso que sou menos mulher", encerrou Bolsova.

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