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Venus completa 40 anos e quer seguir em alto nível
17/06/2020 às 15h38

Venus é um dos maiores nomes da história do tênis e também foi decisiva fora das quadras

Foto: Arquivo
por Mário Sérgio Cruz

A quarta-feira de boas notícias no mundo do tênis, com os anúncios do calendário para o retorno às competições, também marca o aniversário de um dos maiores nomes da história do esporte. Venus Williams está completando 40 anos e segue disposta a seguir jogando em alto nível, sem falar abertamente sobre uma eventual despedida das quadras.

Em sua premiada carreira profissional, Venus conquistou sete títulos de Grand Slam em simples. Com apenas 17 anos, ela já foi finalista do US Open de 1997. O primeiro Slam veio na grama de Wimbledon, em 2000, ano que ela também triunfou em Nova York. A dobradinha seria repetida na temporada seguinte. A norte-americana voltaria a conquistar Wimbledon em 2005, 2007 e 2008.

Venus também construiu uma carreira incrível nas duplas ao lado da irmã, Serena. Juntas, as Williams conquistaram 14 títulos de Slam. Elas também são tricampeãs olímpicas nas duplas, triunfando em Sydney-2000, Pequim-2008 e Londres-2012. Venus também tem ouro em simples nos jogos de Sydney e uma prata nas duplas mistas no Rio de Janeiro. Também nas duplas mistas, a norte-americana tem mais dois Grand Slam.

Apesar da queda, ela tenta mudar o jogo
Número 1 do mundo por 11 semanas em simples e por oito nas duplas, Venus ocupa atualmente a 67ª posição no ranking individual da WTA. Ela já conquistou 49 torneios, o último em Taiwan em 2016. Sua última temporada de destaque foi a de 2017, quando ela foi vice-campeã do Australian Open, de Wimbledon do WTA Finals para permanecer no top 10. Mesmo no ano passado, sem tantas campanhas expressivas, conseguiu vitórias importantes sobre nomes como Victoria Azarenka, Petra Kvitova e Kiki Bertens. 

Nos últimos anos, a norte-americana tem reduzido de forma significativa seu calendário de competições. Ela tem sofrido com lesões, além de ter sido diagnosticada ainda em 2011 com Síndrome de Sjogren, uma doença autoimune que pode afetar vários órgãos ao mesmo tempo e causar fadiga extrema. Na atual temporada, a norte-americana só disputou três torneios e ainda não conseguiu vitórias. 

Ainda assim, um vídeo divulgado na última semana mostra que Venus segue em plena forma e disposta a se manter competitiva. Ela tem aproveitado a pausa no circuito, causada pela pandemia, para modificar sua mecânica de saque para ter menor impacto no cotovelo direito. Depois de 11 anos treinando com David Witt, ela começou a trabalhar com Eric Hechtman na última temporada.

Venus também se destaca fora das quadras
Venus teve um posicionamento decisivo para que Wimbledon distribuísse prêmios iguais para homens e mulheres. A história é relatada em detalhes no documentário Venus Vs. que foi produzido em 2003 pela ESPN norte-americana.

Um artigo escrito por ela para o jornal The Times em 2006 foi discutido pelo parlamento britânico e ganhou apoio do Primeiro Ministro Tony Blair. O anúncio oficial foi feito em fevereiro de 2007. Naquele ano, ela foi campeã e se tornou a primeira mulher a receber a mesma premiação que o campeão da chave masculina, que foi Roger Federer. 

Também fora das quadras, sempre se posicionou contra o racismo e discriminação sofrida pelos negros nos Estados Unidos. Ela própria já sentiu isso na pele, quando precisou desistir de um jogo contra Serena em Indian Wells. Ofendidas por torcedores no estádio, as irmãs boicotaram o torneio californiano por mais de uma década. Já no ramo empresarial, ela se destacou no mundo da moda e da decoração e tem suas marcas próprias de design de interiores e roupas esportivas.

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Suzana Silva