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López: 'Se não jogarmos, a ATP não sobreviverá'
15/06/2020 às 10h28

Nice (França) - Um dos atletas mais experientes do circuito, o espanhol Feliciano López fez uma análise do momento atual do circuito, suspenso pelo menos até 1º de agosto. Em entrevista ao The Guardian, o tenista de 38 anos, que também é dirigente do torneio de Madri, falou que a sobrevivência do circuito passa pelo retorno mais breve possível das competições.

“Falo como jogador, mas também como diretor de torneios, e posso ver como a realidade é dura e como é difícil sobreviver nesta crise que está atingindo todo mundo. Os jogadores devem entender que precisamos buscar um equilíbrio. É urgente retomar os torneios, pois sem isso a ATP pode não sobreviver. Precisamos estar unidos, é a única maneira de sobreviver", afirmou.

López acredita que jogar sem público influenciará significativamente na quantidade de premiação para os jogadores. "Existem vários cenários e um deles é jogar sem público e com isso a redução de prêmios para os jogadores seria significante. O outro é poder jogar com 30 ou 40% do público, e a redução seria menor”, analisou o espanhol.

Sobre o polêmico protocolo de segurança divulgado pelo US Open, López se colocou ao lado da direção do Grand Slam e contrário às críticas do sérvio Novak Djokovic. “É um sacrifício? Sim. Mas você terá fisioterapeutas no torneio e, possivelmente, seu time poderá esperar por você no hotel. É um pequeno sacrifício”, pontuou o atual 56 do mundo.

O espanhol ainda destacou a dificuldade momentânea de deslocamento pelo mundo, mas mostrou otimismo a curto prazo. “Acho que em duas semanas as fronteiras e os aeroportos reabrirão e poderemos viajar livremente, ou espero que sim. Temos que considerar que existem várias restrições na Europa. Por exemplo, ir para a Áustria não é o mesmo que para a Alemanha. Estamos trabalhando nisso”.

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