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Djokovic tem mais chance de ser Goat, diz Berasategui
10/06/2020 às 13h03

Idade e versatilidade jogam a favor de Djokovic na briga pelo 'goat', afirma Berasategui

Foto: Arquivo

Barcelona (Espanha) - Apesar de reconhecer a extraordinária qualidade que o chamado Big 3 impôs no tênis internacional, o espanhol Alberto Berasategui acredita que Novak Djokovic tenha maiores chances de encerrar a carreira como o melhor tênis da história, o chamado ‘Goat’.

Finalista de Roland Garros em 1994, resultado que o impulsionou ao top 10, o experiente espanhol avalia que o tênis assiste à maior batalha jamais vista e que isso provavelmente jamais irá se repetir: “(Rafael) Nadal e (Roger) Federer não se aposentam porque cada um quer ser o melhor da história. Será difícil repetir essa época em termos de números, títulos e nível”, afirmou Berasategui ao blog da Betway Esportes.

Sua aposta é que o sérvio termine na frente: “Talvez Djokovic tenha todos os números para ganhar mais Grand Slam. Primeiro, por idade. E então, porque joga bem nas três superfícies. A oportunidade de Federer continuar somando pontos nessa corrida pelo trono passa por Wimbledon e Rafa e Djokovic têm mais oportunidades no piso duro”, revelou ao time do site de aposta esportiva online Betway.

Berasategui vê qualidade na nova geração, citando Stefanos Tsitisipas, Alexander Zverev e Daniil Medeved, mas não acredita que algum deles possa dominar o circuito ou sequer apresentar o mesmo nível que o Big 3. E faz obviamente um elogio especial ao compatriota. "Nunca mais veremos na Espanha outro Nadal em 500 anos, porque sua contribuição é algo incrível, dentro e fora da quadra".

Nova tecnologia em ação
O popular sistema de revisão de jogadas, o ‘Hawk-Eye’, está sendo substituído em 2020. Entra em ação o ‘FoxTenn’, uma nova tecnologia desenvolvida na Espanha. Em um esporte como o tênis, onde um saque a 200 km/h pode cair um centímetro para dentro ou fora e decidir um grande torneio, o olho humano não tem precisão suficiente. E a tecnologia ajuda não apenas os jogadores, mas todas as outras partes que permeiam uma partida ou torneio, como patrocinadores que estarão mais seguros por estarem atrelados a um torneio justo, e até sites de apostas esportivas, que podem oferecer opções aos apostadores com mais precisão e justiça.

O Big 3 mostrou opiniões distintas sobre a revisão eletrônica ao longo de suas carreiras. Em 2006, Federer afirmou que nunca seria a favor do ‘Hawk-Eye’, enquanto Djokovic assinalou em 2010 que não havia significado dessa tecnologia no saibro. Nadal, por sua vez, gritou contra os árbitros em 2013 por não terem visto uma bola que bateu "dois palmos, a dois por hora, ao seu lado" em Madri.

Curiosamente, os três quase empataram em porcentagem de pontos conquistados ao longo de suas carreiras com a revisão eletrônica: Nadal se saiu bem em 42,08%; Djokovic chegou a 41,79% e Federer, a 39,31%.

Berasategui é totalmente favorável à tecnologia: "Quanto menos erros, melhor para o tênis e para os jogadores". O ex-tenista acredita que as máquinas são mais importantes no tênis do que em outros esportes, como o futebol, onde a percepção do árbitro influencia mais. "Com ela, tudo melhora muito mais e o jogo se torna mais seguro e mais justo".

Betway

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