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Há 19 anos, Guga chegava ao tri em Roland Garros
10/06/2020 às 08h12

Guga era o número 1 do mundo e defendeu o título conquistado no ano anterior

Foto: Arquivo

Paris (França) - O terceiro e último título de Gustavo Kuerten em Roland Garros completa 19 anos nesta quarta-feira. Em dia 10 de junho de 2001, Guga era o número 1 do mundo e vencia a final contra o espanhol Alex Corretja, então 13º colocado, por 6/7 (3-7), 7/5, 6/2 e 6/0 em 3h12 de partida na quadra Philippe Chatrier.

Campeão pela primeira vez em 1997, quando tinha apenas 20 anos e ocupava o 66º lugar do ranking, Guga também triunfou em Paris no ano 2000. Com seus três títulos, ele se juntava aos também tricampeões Ivan Lendl e Mats Wilander e, na Era Aberta, ficava atrás apenas do hexacampeão Bjorn Borg. Anos depois, Rafael Nadal estabeleceria um incrível domínio no saibro, com 12 conquistas em 15 anos.

Coincidências entre os títulos
Em comum nas três conquistas de Guga em Paris estão as vitórias sobre o russo Yevgeny Kafelnikov nas quartas de final. Além disso, ele venceu o espanhol Juan Carlos Ferrero nas semifinais dos dois últimos títulos. Outro jogo marcante na trajetória para o terceiro título em Paris foi diante do norte-americano Michael Russell. Na ocasião, o brasileiro salvou um match point e venceu uma batalha de cinco sets. Depois daquele jogo, Guga desenhou um coração na quadra de saibro, gesto que foi repetido após a confirmação do título.

Na preparação para o Grand Slam francês, Guga foi campeão em Monte Carlo e finalista em Roma, mas não passou da primeira rodada em Hamburgo. Dessa forma, sua campanha no saibro europeu foi de 18 vitórias em 20 jogos, chegando a vencer 11 partidas seguidas no piso. O aproveitamento foi praticamente o mesmo que ele havia tido em 2000, ano em que conquistou o título em Hamburgo e foi vice em Roma, ficando 13 partidas invicto.

Jogo mudou muito após o segundo set
As duas primeiras parciais foram definidas nos detalhes. O espanhol venceu o set inicial no tiebreak e o segundo set também permanecia equilibrado. Com o placar empatado por 5/5, Guga precisou salvar um break point que poderia deixá-lo em situação delicada na partida. No game seguinte, conseguiu uma quebra de serviço para empatar a partida. Depois disso, passou a controlar o jogo e atuou em altíssimo nível, brindando a torcida.

Em depoimento a Luis Colombini para sua autobiografia Guga, um brasileiro (Sextante, 2014, p. 310), Guga falou sobre as sensações que teve em quadra na reta final da partida. "Venci o terceiro e o quarto sets jogando livre, leve e solto, com um tênis digno do número 1 do mundo. Dois sets na maior empolgação, fazendo o máximo para retribuir à plateia toda a demonstração de carinho e de apoio apaixonado que ela me dava. Numa nova catarse, passei quase uma hora jogando tênis como o cara mais feliz do mundo, só na alegria e no deleite, o que não é comum numa competição e menos ainda numa final de Grand Slam".

Guga recebeu o troféu das mãos do norte-americano Jim Courier, bicampeão nos anos de 1991 e 1992. Já acostumado com as cerimônias de premiação em Paris e cada vez mais admirado pela torcida da casa, Guga discursou em francês. Ele agradeceu à mãe, Alice, ao técnico Larri Parros e ao irmão Rafael. Disse que tudo o que ele passou em Paris foi incrível e magnífico e afirmou que amava Roland Garros.

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