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Mudança de data pode trazer novos desafios a RG
08/06/2020 às 11h59

Paris (França) - Com o adiamento de Roland Garros, que agora será realizado entre 20 de setembro e 4 de outubro, praticamente quatro meses após a data original, a direção do torneio terá novos desafios pela frente, muito em função do clima em Paris. Segundo levantamento do Tennis.com, as condições serão bem diferentes e isso pode preocupar jogadores e organização.

"Deve haver algumas medidas sobre a possibilidade de um clima ruim nessa época do ano", disse o norte-americano Todd Martin, CEO do Hall da Fama do Tênis, que teve uma rara experiência de competir em Roland Garros em setembro de 2002, quando sua equipe enfrentou a França pela Copa Davis. “Lembro que era um pouco frio”, complementou.

Diretor de marketing da ClimaCell, uma plataforma de inteligência climática que trabalha com muitas organizações esportivas, incluindo o US Open, Dan Slagen afirma que os organizadores precisam saber bem o que estão fazendo. A empresa inclusive destacou alguns dados que podem interferir na disputa do Grand Slam francês.

Veja os dados levantados pelo Tennis.com.

- A média de temperatura deve cair dos 21ºC para algo em torno dos 11ºC por causa da menor incidência do sol. Com o frio, a quadra deve ficar mais pesada e o jogo mais lento. Os dias também ficam mais curtos, perdendo em torno de 2h.

- Apesar de contar agora com um teto retrátil na quadra Philippe Chatrier, a organização poderá ter maiores problemas com a chuva, uma vez que a média passará de 1 a 3 mm por hora para 7,5 a 14 mm por hora. Ou seja, além de cair mais chuva, ela pode vir com mais intensidade, forçando a paralisação dos jogos (que muitas vezes seguem com uma fraca garoa).

- Outro problema que afetará o jogo em si é o vento, que tem tendência de grande aumento. A média deverá subir de rajadas entre 11 e 13 km/h para ventos entre 32 a 35 km/h.

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